Irã critica tentativa de exclusão da Copa: 'Falência moral'
'Itália alcançou grandeza dentro de campo', disse embaixada
A embaixada do Irã na Itália afirmou nesta quinta-feira (23) que a tentativa de excluir a República Islâmica da Copa do Mundo mostra a "falência moral" dos Estados Unidos.
A declaração chega após Paolo Zampolli, enviado especial do presidente Donald Trump, ter revelado que pediu à Fifa para tirar a seleção iraniana do Mundial de 2026 e incluir a Itália, que não disputa o torneio desde 2014.
"O futebol pertence ao povo, não aos políticos. A Itália alcançou a grandeza dentro de campo, não por meio de ganhos políticos", disse a sede diplomática de Teerã no X.
"A tentativa de excluir o Irã da Copa do Mundo apenas demonstra a falência moral dos Estados Unidos, que temem até mesmo a presença de 11 jovens iranianos em campo", acrescentou.
De acordo com o jornal Financial Times, o pedido de Zampolli à Fifa seria uma maneira de o governo Trump se reaproximar da premiê da Itália, Giorgia Meloni, alvo de críticas do presidente por ter defendido o papa Leão XIV e por ter negado o uso de uma base americana na Sicília para operações bélicas contra o Irã.
O país persa está no grupo G da Copa, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e fará todas as suas partidas na primeira fase nos Estados Unidos. Em março, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei, o Irã chegou a indicar que não aceitaria jogar nos EUA e a pedir para a Fifa mudar as partidas para o México, mas não foi atendido.
Trump, por sua vez, disse que os jogadores iranianos seriam bem-vindos, mas que a participação da República Islâmica na Copa não seria "apropriada". A Fifa não comentou a declaração de Zampolli, que já havia feito uma tentativa semelhante em 2022, quando a Itália também não se classificou para o Mundial.
O enviado especial é um empresário ítalo-americano que vive nos EUA há mais de 30 anos e o responsável por apresentar Trump à sua atual esposa, Melania.