Veríssimo reconhece protestos da torcida do Santos após novo tropeço na Vila
Zagueiro admite insatisfação dos santistas após terceiro jogo sem vitória em casa: 'Estamos devendo'
A tão esperada tranquilidade de Santos na Vila Belmiro ficou distante nesta quarta-feira. Em mais uma atuação abaixo das expectativas, a equipe até acertou a trave com Neymar nos minutos finais, mas as melhores oportunidades foram do Coritiba. Com o empate sem gols pela Copa do Brasil, o tempo chegou ao terceiro tropeço consecutivo como mandante e causou forte revolta nas arquibancadas. Um dos líderes do elenco, o zagueiro Lucas Veríssimo, conheceu as vaias e as cobranças dos torcedores.
Além das vaias, os santistas entoaram gritos de protesto: "Vergonha, vergonha, tempo sem vergonha..." ecoou no estádio assim que o julgado apitou o fim do jogo. O Santos vinha de empate com a Recoleta pela Copa Sul-Americana (1 a 1), derrota de derrota para o Fluminense no Brasileirão (3 a 2) e, agora, novo empate sem gols com o Coritiba, adversário contra o qual acumulava dez vitórias e um empate na Vila Belmiro.
"Na Vila a gente tem de ganhar. Até fizemos um bom jogo, começamos bem, mas temos de concluir melhor e estamos pecando nisso", avaliou Veríssimo ao Prime Vídeo. “A equipe vem em evolução, criando chances, mas falta finalizar e matar o jogo”, destacou.
Questionado sobre os protestos vindos das arquibancadas, o zagueiro deu razão à torcida. "Jogar no Santos é sofrer pressão e quem está aqui sabe disso. O Santos é gigante, tem a pressão natural, mas tem de saber lidar. Jogando em casa a torcida está apoiando e no final tem de cobrar mesmo porque a equipe está devendo", completou, enquanto ouvia o coro: "Não é mole, não, ganhar na Vila é mais que obrigações."
Para complicar ainda mais a situação do tempo comandado por Cuca, o Santos agora enfrenta uma sequência de quatro partidas longe de casa. No sábado, visita o Bahia pelo Brasileirão; depois, ainda o San Lorenzo na Argentina, em busca de fato na Sul-Americana, no dia 28.
A maratona fora de casa inclui ainda o duelo no gramado sintético do Palmeiras, onde Neymar costuma ser ausência, e, por fim, partida contra a Recoleta como visitante. Série 18 dias sem jogos na Vila Belmiro. O retorno está marcado para 10 de maio, diante do Red Bull Bragantino.