CSA repudia ação policial e aciona CBF após derrota polêmica em Arapiraca
Diretoria azulina classifica atuação da PM como "desproporcional" e critica erro de arbitragem em pênalti decisivo contra o ASA
A noite deste domingo (19) terminou em clima de revolta para o Centro Sportivo Alagoano (CSA). Após o revés por 2 a 1 diante do ASA, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca, a cúpula do Azulão rompeu o silêncio para denunciar episódios de violência nas arquibancadas e falhas técnicas da arbitragem que influenciaram o placar da 3ª rodada da Série D.
Gás e tumulto na arquibancada
O foco principal da indignação reside no tratamento dado à torcida visitante. Em nota oficial, o CSA denunciou o uso "desproporcional" de bombas de efeito moral e spray de pimenta por parte da Polícia Militar (PM). Segundo o clube, a intervenção para conter um princípio de confusão acabou atingindo inocentes de forma indiscriminada.
Imagens que circulam em redes sociais corroboram o relato do clube, registrando torcedores passando mal e apresentando dificuldades respiratórias na saída do setor destinado aos visitantes.
"O clube exige respeito à sua história centenária e buscará esclarecimentos junto ao comando da corporação para que cenas de agressividade contra a Nação Azulina não se repitam", afirmou a diretoria em comunicado.
Pênalti da discórdia
Além da segurança, o desempenho do árbitro sergipano Marcel Phillipe Santos Martins também está na mira dos dirigentes. O ponto central da queixa é o pênalti assinalado a favor do ASA, no qual o atleta adversário estaria visivelmente fora da área no momento do contato.
O CSA confirmou que protocolará uma representação formal junto à Comissão de Arbitragem da CBF, classificando a atuação do trio como "desastrosa".
Os principais pontos de reclamação do clube:
Ação Policial: Uso desmedido de força e agentes químicos contra a torcida.
Erro Técnico: Marcação de penalidade máxima em lance ocorrido fora da grande área.
Prejuízo Esportivo: Impacto direto do erro de arbitragem no resultado final da partida.
Até o fechamento desta edição, o comando da Polícia Militar de Alagoas não havia se pronunciado oficialmente sobre os incidentes no "Fumeirão".