Copa Mundial de Futebol Unificado: Brasil cai no grupo dos anfitriões franceses
Senegal e Jamaica completam o grupo A do torneio, que acontece em Paris de 6 a 11 de julho
Em cerimônia realizada em Paris, na noite de ontem (dia 16), o Brasil – representado pelas Olimpíadas Especiais Brasil (OEB) – conheceu seus adversários na Copa Mundial de Futebol Unificado da Special Olympics, torneio que reunirá 300 atletas com e sem deficiência intelectual do mundo todo na busca por inclusão, durante os dias 6 a 11 de julho na capital francesa.
O Brasil ficou ao lado de França, Senegal e Jamaica no grupo A. Já no grupo B estão Espanha, Índia, Líbia e Equador e compõem o C Israel, China, Emirados Árabes Unidos e Paraguai – para garantir uma maior representatividade, países de um mesmo continente não se enfrentam nos grupos.
E por se tratar de uma competição que visa a inclusão, os grupos sorteados determinam o nível de habilidade de cada seleção (processo chamado de Divisioning). Ao final das partidas do grupo, é possível definir o chaveamento para as etapas de mata-mata (semifinais e finais) de forma mais igualitária. Com isso, todos os atletas participantes se mantêm na disputa e com chance de medalha até o final da competição – no caso, da divisão de maior nível de habilidade, a final será disputada no Sébastien Charléty (casa do Paris FC - clube parceiro das Olimpíadas Especiais França).
Próximos passos
A próxima etapa a ser realizada pelas Olimpíadas Especiais Brasil é o anúncio dos 16 convocados para participar da Copa Mundial de Futebol Unificado da Special Olympics - Paris 2026, sendo nove atletas com deficiência intelectual e sete sem deficiência. Por adotar a metodologia de Esportes Unificados, entre os 11 em campo sempre haverá seis atletas com deficiência intelectual e cinco sem para demonstrar a inclusão na prática.
SOBRE OLIMPÍADAS ESPECIAIS BRASIL
Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento mundial centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.
Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô; além dos Programas: Atleta Líder, Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o país quase 6 milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 44 mil atletas treinando.
Filosofia
A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e, por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, a vida de todas as pessoas que as cercam.
Embaixadores
A Special Olympics conta, em nível local e global, com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar adiante a causa. No Brasil, as OEB dispõem de nomes como os jogadores de futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode e a jogadora de vôlei Jackie Silva. No mundo, além de nomes importantes do esporte, com destaque para Michael Phelps, há artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger.