ARQUEOLOGIA

Havia europeus na América antes de Colombo? Descoberta no México alimenta mistério histórico

Estatueta de terracota de possível origem romana, encontrada em sítio mexicano, desafia narrativas sobre o primeiro contato europeu nas Américas.

Publicado em 18/03/2026 às 12:49
Estatueta de terracota de origem possivelmente romana encontrada em sítio arqueológico no México. © AP Photo / Bebeto Matthews

Uma descoberta arqueológica no sítio de Tecaxic-Calixtlahuaca, no México, está reabrindo debates sobre a presença de europeus nas Américas antes de Cristóvão Colombo.

Durante as escavações, os arqueólogos localizaram fragmentos de cerâmica, joias de ouro, artefatos de osso e peças de cristal de rocha, todos típicos da Mesoamérica pré-colombiana.

O que surpreendeu os pesquisadores foi a presença de uma pequena cabeça de terracota, representando um homem barbudo com traços distintamente europeus. Especialistas levantaram a hipótese de que a peça teria origem no Velho Mundo.

Calixtlahuaca, sítio arqueológico do período pós-clássico localizado no México
Calixtlahuaca, sítio arqueológico do período pós-clássico localizado no México
"À primeira vista, os artefatos pareciam fora de lugar. A estrutura facial, o estilo da barba e a execução artística não se assemelhavam às tradições dos povos indígenas da Mesoamérica. Em vez disso, lembrava algo do Mediterrâneo antigo", descrevendo a publicação.

Na década de 1990, o arqueólogo alemão Bernard Andreae, ex-diretor do Instituto Arqueológico Alemão em Roma, afirmou que a peça era "sem dúvida romana".

Cabeça de Calixtlahuaca
Cabeça de Calixtlahuaca

Testes de datação por termoluminescência realizados na Alemanha indicaram que o objeto é antigo, datando entre os séculos IX aC e XIII dC O mais relevante: os artefatos seria anteriores ao contato europeu com a América.

A descoberta desafia a narrativa predominante de que Cristóvão Colombo teria sido, em 1492, o primeiro europeu a chegar ao continente americano.

Nas últimas décadas, diferentes hipóteses foram propostas por pesquisadores, muitas delas tão fascinantes quanto controversas. Contudo, até hoje não há consenso científico. A pequena cabeça de terracota permanece como um dos grandes enigmas da arqueologia.

Com informações da Sputinik Brasil