Goleiro Bruno tem liberdade condicional negada e segue foragido
Desembargadora do TJ-RJ manteve revogação do benefício após Bruno viajar sem autorização judicial; ele é procurado desde a semana passada.
A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de liminar apresentado pela defesa do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza , que buscava suspender a decisão que revogou sua liberdade condicional. Com a decisão, permanece em vigor o novo mandado de prisão para cumprimento de pena em regime semiaberto, e Bruno segue foragido desde a última semana, após viagem sem autorização judicial.
A decisão foi assinada pela desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ela manteve o acordo da Vara de Execuções Penais, que revogou o benefício após o Ministério Público informar que Bruno deixou para o Acre em 15 de fevereiro de 2026, apenas quatro dias após a concessão da liberdade, para assinar contrato com o clube Vasco-AC.
O descumprimento da medida foi confirmado por reportagens na imprensa e pela regularização do Atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
Em sua decisão, a desembargadora destacou que Bruno estava plenamente ciente das regras impostas e afirmou que "o apenado quem deve se adequar às regras de cumprimento da pena e não o contrário". Para a magistrada, a conduta do jogador demonstrada descaso com as obrigações previstas pelo sistema de Justiça.
A defesa do goleiro alegou que a viagem tinha como objetivo a ressocialização por meio do trabalho e que a conduta não deveria ser considerada falta grave. No entanto, a Justiça entendeu que a revogação da liberdade condicional era uma sanção adequada ao descumprimento das obrigações da sentença.
Bruno foi preso em 2010 pelo assassinato de Eliza Samudio, que cobrava o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o jogador, então atleta do Flamengo. Segundo as investigações, Bruno tentou comparar as matassem Eliza. O corpo do modelo nunca foi encontrado, e o crime foi descoberto após uma delação.
O goleiro foi condenado em 2013. Em fevereiro de 2017, obteve um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), mas dois meses depois foi reconduzido à prisão pela Corte.
Em 2019, Bruno teve direito à progressão de pena para o regime semiaberto e voltou a atuar como jogador de futebol pelo Boa Esporte, de Varginha (MG), então na Série C do Campeonato Brasileiro.
Em 2023, houve nova progressão, desta vez para liberdade a condicional. Entre 2020 e 2026, Bruno passou por clubes como Poços de Caldas (MG), Rio Branco (AC), Atlético Carioca (RJ), Búzios (RJ), Orion (SP), União do Bom Destino (ES) e Capixaba (ES).