TENSÃO INTERNACIONAL

Fifa realiza reunião de emergência após ataques dos EUA e Israel ao Irã

Dirigentes discutem possíveis impactos na Copa do Mundo, que terá EUA, México e Canadá como anfitriões

Publicado em 28/02/2026 às 16:50
Reprodução

Dirigentes da Fifa realizaram "reuniões de crise" neste sábado, 28, para avaliar possíveis repercussões na Copa do Mundo após os ataques militares dos Estados Unidos e Israel ao Irã, segundo informações do jornal britânico The Times.

Os encontros ocorreram após a assembleia geral da International Board (IFAB), órgão responsável pela regulamentação das regras do futebol, que discutiu mudanças a serem implementadas a partir do próximo Mundial.

"Tivemos uma reunião hoje e é prematuro comentar em detalhes, mas vamos acompanhar os desenvolvimentos em torno de todas as questões ao redor do mundo", afirmou o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom.

"Continuaremos a nos comunicar como sempre fazemos com os três governos (anfitriões), como sempre fazemos em qualquer caso. Todos estarão seguros", completou.

A ação militar deste sábado também levou figuras do futebol a questionarem, em caráter reservado, a decisão do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de criar um prêmio da paz da entidade, concedido ao presidente Trump em dezembro.

A entrega da honraria ocorreu em meio à escalada de tensão entre Estados Unidos e Venezuela, período em que Washington já ensaiava uma operação militar que foi concluída em janeiro, culminando na captura do ditador Nicolás Maduro, que foi transferido para Nova York para enfrentar acusações de narcotráfico.

Conceder um prêmio de reconhecimento à paz a um líder envolvido em seguidas operações militares pode gerar críticas e questionamentos sobre a neutralidade da entidade esportiva.

Procurada pelo Estadão neste sábado, após os ataques ao Irã, a Fifa não se manifestou.

Os Estados Unidos, ao lado de México e Canadá, serão anfitriões do Mundial a partir de 11 de junho. O Irã, já classificado, tem jogos da fase de grupos programados em território americano, em Los Angeles e Seattle.

Apesar de ainda não haver manifestações oficiais de atletas ou delegações, o aumento das tensões internacionais eleva a pressão sobre representantes esportivos e federações. Até o momento, não há anúncios oficiais de boicotes ou sanções esportivas em resposta ao conflito.