CAMPEONATO MINEIRO

Scarpa comenta reencontro com Willian Bigode e fala sobre disputa judicial: 'Não vejo a hora de receber o que me é de direito'

Jogadores se enfrentaram na semifinal entre Atlético-MG e América-MG em meio a processo por perdas em esquema de criptomoedas.

Publicado em 22/02/2026 às 23:30
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Velhos conhecidos dos tempos de Palmeiras, Gustavo Scarpa e Willian Bigode se reencontraram neste domingo (22), durante o jogo de ida da semifinal do Campeonato Mineiro entre Atlético-MG e América-MG, na Arena MRV, que terminou empatado em 1 a 1. Após a partida, o camisa 10 do Atlético comentou o reencontro e relembrou a disputa judicial envolvendo ambos por conta de um esquema de criptomoedas.

"Ah, emocionante (risos). Várias emoções ali no momento... Difícil, né? Situação complicada", disse Scarpa ao ser questionado sobre Willian Bigode. "A gente tinha uma amizade muito maneira, mas o maluco decidiu ir para um outro caminho. Agora, paciência. Torcer para que tudo se resolva logo. A situação é muito preto no branco, e eu não vejo a hora de receber o que me é de direito", completou.

América e Atlético voltam a se enfrentar no próximo domingo (1º), novamente colocando Willian e Scarpa frente a frente. O duelo será na Arena Independência, às 18h (horário de Brasília), valendo vaga na final do Estadual.

Entenda o caso

A disputa judicial sobre o caso das criptomoedas envolvendo Scarpa, Willian Bigode e outros atletas ainda não chegou ao fim. Em janeiro de 2025, a Justiça de São Paulo condenou Willian, hoje no América-MG, e outros quatro réus a pagarem cerca de R$ 4,5 milhões a Mayke e sua esposa, Rayanne de Almeida, como ressarcimento do valor investido pelo casal. Mayke, atualmente no Santos, também atuou com Willian no Palmeiras, assim como Scarpa.

A situação de Scarpa segue indefinida. Ele afirma ter perdido R$ 6,3 milhões no investimento. Além de Willian Bigode, Camila Moreira de Biasi, sócia de Willian na empresa WLJC Consultoria e Gestão Empresarial, também teria indicado a aplicação. Mayke teve um prejuízo de R$ 4.583.789,31.

Willian alega ter sofrido o maior prejuízo, no valor de R$ 17,5 milhões. O atacante e suas sócias negam participação no prejuízo de ex-colegas e afirmam também terem sido vítimas da XLand.

O processo movido por Scarpa e Mayke aponta que a sugestão de investimento na XLand partiu de Willian e de Camila Moreira de Biasi. A empresa prometia rentabilidade de 2% a 5% ao mês, percentual considerado irreal para o mercado financeiro. Scarpa investiu R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke e Rayanne aplicaram R$ 4,5 milhões.

Os problemas começaram em 2022, quando os jogadores tentaram resgatar os valores e enfrentaram negativas e adiamentos da XLand. Posteriormente, tentaram rescindir o contrato, sem sucesso no recebimento do dinheiro. Após diversas tentativas de contato com os sócios da XLand, Jean do Carmo Ribeiro e Gabriel de Souza Nascimento, com Willian, Camila e o coach financeiro Marçal Siqueira, Scarpa e Mayke buscaram auxílio jurídico e registraram boletim de ocorrência. O processo segue em tramitação na Justiça paulista, ainda sem decisão sobre a responsabilidade dos réus.