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Surfe terá menos vagas olímpicas via WSL nos Jogos de Los Angeles

ISA reduz classificação pelo ranking da Liga Mundial de Surfe para as Olimpíadas de 2028

Publicado em 20/02/2026 às 18:55
ISA reduz vagas olímpicas do surfe via WSL para Los Angeles 2028; Brasil lidera pódios na modalidade.

A Associação Internacional de Surfe (ISA) anunciou nesta sexta-feira (20) os critérios de classificação para o surfe nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. A principal novidade é a redução no número de vagas destinadas ao ranking da Liga Mundial de Surfe (WSL).

Nos Jogos de Tóquio e Paris, o circuito de elite da modalidade classificava oito mulheres e dez homens. Para Los Angeles, apenas dez vagas — cinco masculinas e cinco femininas — serão destinadas ao ranking da WSL, com limite de um atleta por país. O ranking será fechado em junho de 2028, um mês antes do início das Olimpíadas.

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Em 2023, o top-5 do circuito masculino contou com dois brasileiros: Yago Dora, campeão, e Ítalo Ferreira, quarto colocado. Pelos critérios anteriores, ambos estariam classificados, pois as vagas contemplavam os dez melhores, com até dois atletas por país. Com as novas regras, apenas Yago Dora garantiria vaga olímpica via WSL.

Paralelamente, a ISA ampliou as vagas por meio dos próprios eventos. Nos Jogos Mundiais de Surfe (ISA Surfing Games) de 2028, serão dez vagas por gênero, também limitadas a um atleta por nação. Países com melhor desempenho nas edições de 2026 e 2027 do evento ainda conquistarão uma vaga extra.

Nos Jogos de Paris, os Mundiais do ano olímpico concederam sete vagas por gênero — seis individuais e uma ao país de melhor desempenho. O Brasil foi beneficiado por esse critério e teve seis representantes em Paris, três homens e três mulheres, sendo a maior delegação da modalidade.

Além das vagas da WSL e dos Jogos Mundiais, há ainda as vagas universais — uma para o país-sede e outra para uma nação em desenvolvimento no surfe — e as vagas por torneios continentais. No caso brasileiro, o campeão dos Jogos Pan-Americanos de 2027, em Lima, no Peru, garantirá presença em Los Angeles.

O Brasil soma três medalhas olímpicas no surfe, mais do que qualquer outro país. Em Tóquio 2021, Ítalo Ferreira conquistou o ouro. Em Paris, Gabriel Medina foi bronze e Tatiana Weston-Webb, prata.