INTERNACIONAL

De olho no Mercosul, indústria italiana fará missão no Brasil e na Argentina

Delegação deve incluir ministros Tajani e Valditara e mais de 90 empresas

Por ANSA Brasil Publicado em 04/09/2026 às 10:59
Ministro Antonio Tajani com o presidente da Confindustria, Emanuele Orsini ANSA

Mais de 90 companhias italianas participam a partir de 6 de setembro da primeira missão empresarial europeia ao Mercosul após a aprovação do acordo comercial com a União Europeia, com etapas na Argentina e no Brasil.

A iniciativa é promovida pela Confederação da Indústria Italiana (Confindustria), com o presidente da entidade, Emanuele Orsini, à frente de uma ampla delegação, e pela ICE, agência do governo para promoção de exportações, liderada por Matteo Zoppas.

Também está prevista a participação dos ministros italianos das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e da Educação, Giuseppe Valditara.

Antes disso, a partir desta quinta (3) e até dia 5 de setembro, a vice-presidente da Confindustria para Exportação e Atração de Investimentos, Barbara Cimmino, lidera uma visita institucional ao Uruguai.

O objetivo dos industriais italianos é transformar as oportunidades abertas pelo acordo Mercosul-UE em colaborações, investimentos e cadeias produtivas integradas. Não apenas ampliar o volume de comércio, mas construir uma relação mais estruturada em setores estratégicos, com troca de tecnologias, competências e capacidade produtiva.

A agenda inclui facilitar o acesso das empresas italianas a grandes projetos de infraestrutura e fortalecer a cooperação em pesquisa, inovação e formação de capital humano. "Em um cenário geopolítico cada vez mais complexo e mutável, diversificar mercados significa reduzir dependências e tornar a indústria italiana mais forte e resiliente. Precisamos consolidar nossa presença nos mercados maduros, que seguem estratégicos, e ao mesmo tempo abrir novas oportunidades para nossas empresas", afirmou Orsini.

Segundo ele, o Mercosul representa "uma área de grande potencial". "Não queremos apenas exportar mais, mas construir parcerias industriais, investimentos e cadeias comuns capazes de gerar crescimento e valor recíproco", salientou.

Para Zoppas, a missão chega em momento "mais do que oportuno", tanto pelos benefícios esperados para a indústria e o agronegócio italianos quanto pelo método adotado. "Concretiza-se ainda mais a abordagem de Sistema País, em que cada ator envolvido exerce seu papel em função dos objetivos e do resultado: da Confindustria às instituições governamentais, passando por ICE, Sace, Simest, CDP e o conjunto das Câmaras de Comércio. A aposta é muito alta", disse.

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