Suspeito de matar mulher a facadas em lanchonete em Santana tem prisão preventiva decretada
Decisão foi tomada durante audiência de custódia neste sábado (31); crime ocorreu no local de trabalho da vítima, em Santana do Ipanema, e foi registrado por câmeras de segurança
A Justiça converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante do homem suspeito de assassinar Joseane dos Santos de Araújo, de 42 anos, em Santana do Ipanema, no Sertão de Alagoas. A decisão foi proferida neste sábado (31), durante audiência de custódia. Com a determinação, o investigado continuará preso enquanto responde ao processo.
O feminicídio aconteceu na noite da sexta-feira (30), em uma lanchonete onde Joseane trabalhava. Imagens do circuito de segurança do estabelecimento registraram a violência do ataque. Nas gravações, a mulher aparece tentando escapar do agressor e pedindo socorro antes de ser atingida por vários golpes de faca.
A prisão do suspeito ocorreu na manhã deste sábado, após diligências realizadas pela Polícia Militar. A advogada Júlia Nunes, deputada federal eleita e representante dos interesses da vítima e de seus familiares, esteve no município e acompanhou a captura.
Após a decisão judicial, Júlia destacou a importância da manutenção da prisão e classificou o assassinato como extremamente violento.
“Graças a Deus, o juiz entendeu que uma pessoa dessa não pode estar na rua. Foi um crime muito brutal, tirar a vida de uma mulher dessa forma. A vítima estava trabalhando e foi ameaçada até ser brutalmente assassinada”, declarou.
Suspeito alegou dívida de R$ 2,5 mil
Depois de ser detido, o homem apresentou como justificativa para o desentendimento a alegação de que Joseane teria aplicado um golpe e lhe devia dinheiro.
A suposta dívida também foi mencionada pelo pai do investigado. Em entrevista à imprensa, ele afirmou que o filho teria emprestado R$ 2,5 mil à vítima e que os conflitos começaram após cobranças pelo pagamento.
Ainda conforme o relato do pai, ele tentou intermediar a situação e chegou a sugerir que Joseane quitasse o débito de forma parcelada. A existência da dívida e a possível motivação do assassinato, no entanto, ainda serão investigadas pelas autoridades.
Júlia Nunes já havia se manifestado sobre o assunto, ressaltando que nenhum desentendimento financeiro pode servir de justificativa para a violência contra uma mulher.
O caso está sob investigação da Polícia Civil, que deverá esclarecer as circunstâncias do crime e a motivação do assassinato.