DE CIDADE SORRISO PARA CIDADE DO LIXO

Maceió tem mais de 180 pontos crônicos de descarte; contrato de coleta recebe reajuste de R$ 4,2 milhões

Alurb diz ter recolhido mais de 220 mil toneladas em 2025; Defensoria acionou a Justiça para cobrar regularidade e dados sobre a fiscalização do serviço

Por REDAÇÃO Publicado em 29/10/2026 às 11:41
Maceió está "coberta" de lixo na periferia

A limpeza urbana de Maceió reúne dois desafios que seguem no centro do debate público: a persistência de pontos crônicos de descarte irregular e a cobrança por regularidade e transparência na coleta de resíduos.

Em informação divulgada pela própria Alurb, a capital tinha mais de 180 pontos crônicos de descarte irregular mapeados. A autarquia informou que, em 2025, retirou mais de 220 mil toneladas de resíduos desses locais.

Em julho, a Defensoria Pública de Alagoas ajuizou ação civil pública contra o Município, a Alurb e a Arser. A instituição afirmou que moradores de diferentes bairros enfrentavam atrasos na coleta desde maio e pediu acesso a relatórios, indicadores, medições e documentos de fiscalização. Segundo a Defensoria, apenas três dos 11 questionamentos encaminhados aos órgãos municipais haviam sido respondidos satisfatoriamente.

Já em setembro, o contrato nº 0114/2020, referente ao Lote II dos serviços de coleta e transporte de resíduos, recebeu reajuste de 4,641160%, calculado com base no IPCA-E acumulado entre junho de 2025 e maio de 2026. O acréscimo registrado no Diário Oficial foi de R$ 4.237.784,08.

O reajuste decorre da atualização prevista no contrato e, por si só, não demonstra falha na execução do serviço. A questão que permanece para acompanhamento é se os indicadores de fiscalização e os resultados da coleta correspondem às necessidades dos bairros e aos valores pagos pelo município.