Geraldo De Majella critica obra de R$ 200 milhões e afirma que Riacho Salgadinho "continua morto"
Historiador e jornalista contesta o anunciado "renascimento" do canal em Maceió e denuncia que poluição e esgoto persistem no local
O historiador e jornalista Geraldo De Majella usou suas redes sociais para fazer duras críticas à obra da Prefeitura de Maceió que anunciou o suposto "renascimento" do Riacho Salgadinho. Em vídeo publicado na internet, o comunicador contestou os resultados da intervenção e afirmou que o problema da contaminação das águas do canal permanece sem solução.
Durante a gravação realizada nas proximidades do Riacho do Sapo — afluente que desemboca no Salgadinho —, De Majella registrou a presença de resíduos e efluentes sem tratamento na correnteza que segue em direção à Praia da Avenida, onde fica a foz do riacho.
"A prefeitura diz que houve o renascimento do Salgadinho, mas essa lixeira e esse esgoto podre continuam indo até ele e desaguando na praia", declarou o historiador.
Maquiagem urbana x recuperação ambiental
Na avaliação do jornalista, os investimentos públicos realizados no local não trouxeram os benefícios ecológicos prometidos à população alagoana. Ele apontou que a intervenção se limitou a reformas urbanísticas superficiais na região central da cidade.
Custo da obra: Cerca de R$ 200 milhões investidos.
Resultado apontado: Construção de uma praça ao longo do trecho que vai da praia até o bairro do Poço, sem tratamento efetivo das águas.
Situação do canal: Manutenção do descarte de esgoto in natura e acúmulo de lixo.
Ao finalizar sua denúncia, De Majella concluiu que a obra, orçada em R$ 200 milhões, falhou em seu propósito de restauração ecológica. "Conclusão: 200 milhões numa obra que se diz ambiental e não tem nada de ambiental. É apenas uma praça ao longo do riacho. A água é o esgoto de sempre que todos nós conhecemos. O Salgadinho nunca renasceu; o Salgadinho continua morto", arrematou.