Adolescente grávida é atendida em UBS e caso leva à investigação por suspeita de violência sexual em Arapiraca
Jovem foi encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste e à Delegacia da Criança e do Adolescente; suspeito ainda não foi localizado
Uma adolescente passou a ser considerada possível vítima de violência sexual após procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do povoado Cangandu, na zona rural de Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O caso, registrado na sexta-feira (10), mobilizou equipes da Polícia Militar, do Conselho Tutelar e da Polícia Civil.
Segundo o relatório do 3º Batalhão da Polícia Militar, a médica responsável pelo atendimento acionou a polícia ao identificar indícios de que a adolescente, que apresenta possível deficiência cognitiva, poderia ter sido vítima de abuso sexual. Durante a avaliação clínica, foi constatado que ela está grávida de aproximadamente três meses.
Ainda de acordo com a ocorrência, a mãe da adolescente informou que desconhecia a gestação. Conforme o relato prestado às autoridades, a jovem disse que não havia contado sobre os fatos anteriormente porque teria sido ameaçada pelo suposto autor.
Com o acompanhamento do Conselho Tutelar, a adolescente foi encaminhada ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA), onde permaneceu para realização de exames médicos e demais procedimentos necessários.
Enquanto a vítima recebia atendimento, equipes da Força Tarefa 05 da Polícia Militar realizaram diligências nos endereços indicados pela responsável legal da adolescente na tentativa de localizar o suspeito. No entanto, até o momento, ele não foi encontrado.
Após o atendimento hospitalar, a adolescente e a mãe foram conduzidas à Delegacia da Criança e do Adolescente, onde foi registrado um boletim de ocorrência. A Polícia Civil orientou a responsável a apresentar os laudos e exames médicos para subsidiar o andamento da investigação.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, com acompanhamento do Conselho Tutelar, que presta assistência à adolescente e à família. Em razão da legislação de proteção à infância e à adolescência, a identidade da vítima e demais informações que possam levar à sua identificação são preservadas.