VÍDEO: Presidente da Academia de Letras de Palmeira diz que “sem cultura não há desenvolvimento”
Isvânia Marques destaca a importância da educação, da literatura e da memória cultural durante a reinauguração do auditório da Apalca, reformado com recursos viabilizados pelo deputado José Wanderley
A reinauguração do auditório da Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes (Apalca), realizada neste domingo (21), marcou mais um capítulo da história cultural de Palmeira dos Índios. A obra foi viabilizada por meio de recursos destinados pelo deputado estadual José Wanderley e devolve à instituição um espaço destinado a palestras, apresentações, encontros literários e atividades culturais.
Durante entrevista à Tribuna do Sertão, a presidente da Apalca, a escritora Isvânia Marques, destacou a importância da cultura para o desenvolvimento humano e para a construção da identidade de uma sociedade.
Segundo ela, o fortalecimento dos espaços culturais representa um investimento permanente no conhecimento e na formação das pessoas.
“A cultura contribui em todos os sentidos. Sem cultura não pode haver desenvolvimento social, não pode haver desenvolvimento intelectual e toda cidade precisa disso. Não é somente amparar as questões sociais ou construir determinadas coisas. É preciso implantar aquilo que é mais sólido, que é o saber”, afirmou.
Para Isvânia, o auditório reinaugurado amplia a capacidade da Academia de receber estudantes, professores, pesquisadores, escritores e visitantes de diversas regiões do Estado.
“Aqui é nada mais nada menos do que a casa do saber. Receptiva a todas as camadas sociais e literárias. Ao aluno, ao professor, ao visitante, às cidades adjacentes, aos intelectuais que vêm de Maceió para fazer e ouvir palestras. Estamos muito felizes por este espaço nosso e por esse espaço de todos”, destacou.
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Ao falar sobre os 26 anos de atuação da Apalca, Isvânia ressaltou que a instituição tem desempenhado um papel fundamental na preservação da memória, da literatura e da identidade cultural de Palmeira dos Índios.
Ela lembrou que a Academia reúne nomes que ajudaram a construir a história intelectual do município e de Alagoas, mantendo viva a contribuição de personalidades que marcaram gerações.
“É saber que a nossa Academia Palmeirense de Letras é baseada nesses vultos, nesses ícones que fizeram suas histórias. Jofre Soares, Tobias Granja, Maria Luísa Duarte, a primeira mulher brasileira a escrever uma revista feminina, e tantas outras pessoas. Luiz Torres, Dom Fernando Gomes dos Órios, nosso fundador e agora patrono, Ivan Barros e tantos outros literatos que dão nome à nossa Palmeira dos Índios”, afirmou.
Segundo a presidente, a preservação desse legado fortalece o respeito à cultura local e amplia o reconhecimento da importância histórica do município.
“Tudo isso faz com que Palmeira dos Índios se sinta mais prestigiada, mais respeitada e, para nós, muito mais honrada”, concluiu.
A reinauguração do auditório representa um novo impulso para as atividades da Apalca, que ao longo de mais de duas décadas se consolidou como uma das mais importantes instituições culturais do interior alagoano.
Assista ao vídeo completo abaixo.