Impasse salarial: Servidores da Prefeitura de Maceió ameaçam paralisação
Gestão Rodrigo Cunha oferece 4,3% parcelado, mas sindicatos exigem 10% de reajuste; Sinteal convoca assembleia geral para o dia 13 de junho
Os funcionários da Prefeitura encerram o mês da data-base sem nenhuma definição sobre o reajuste salarial. O impasse entre o funcionalismo público e o Poder Executivo ganhou novos capítulos após as categorias rejeitarem em bloco a última contraproposta apresentada pela gestão do prefeito Rodrigo Cunha.
A prefeitura ofereceu um reajuste de 4,3%, que seria pago de forma parcelada entre os meses de julho e novembro deste ano. O índice, no entanto, foi considerado insuficiente pelos sindicatos, que mantêm a reivindicação de 10% de aumento, além de ganho real acima da inflação acumulada.
Mobilização e Linha Dura
Com a falta de consenso, o clima de insatisfação tomou conta das categorias, e a mobilização dos servidores tende a ganhar força nos próximos dias. Como reflexo do descontentamento, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal) convocou uma assembleia geral com os profissionais da rede municipal de ensino para o próximo dia 13 de junho.
Nos bastidores do Centro Administrativo, a convocação relâmpago está sendo interpretada como um claro sinal de endurecimento do movimento sindical diante da inflexibilidade das negociações. Lideranças sindicais já apontam que a possibilidade de paralisações ou greve geral nos serviços públicos municipais não está descartada caso a prefeitura não apresente uma nova contraproposta.
"A convocação da assembleia é o termômetro de que a categoria cansou de esperar. Se não houver avanço real, o município pode parar", confidenciou uma fonte ligada ao movimento sindical.
Pressão na Câmara de Vereadores
O clima de tensão também já ecoa no Poder Legislativo. Na Câmara Municipal, a postura da gestão de Rodrigo Cunha começa a sofrer desgastes, inclusive na base aliada.
Um dos poucos parlamentares a se posicionar publicamente de forma incisiva sobre o tema, o vereador Allan Pierre (MDB) subiu à tribuna para cobrar celeridade e sensibilidade da gestão de Maceió. O parlamentar voltou a defender que o próprio prefeito assuma a liderança da mesa de negociação.
"É fundamental que o prefeito Rodrigo Cunha participe diretamente desse processo. O diálogo precisa avançar para evitarmos um colapso nos serviços essenciais da nossa capital", alertou o vereador.
Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura não havia se pronunciado oficialmente sobre a rejeição da proposta ou sobre a possibilidade de abrir uma nova rodada de negociações com os servidores.