Família e defesa cobram júri no caso do italiano morto na Praia do Francês; acusado não tem mais recursos na Justiça
Recursos da defesa foram esgotados em todas as instâncias, e processo aguarda apenas a marcação do júri popular em Marechal Deodoro
Após mais de três anos de tramitação, o caso do assassinato do empresário italiano Fábio Campagnola, de 51 anos, chegou à etapa final da Justiça. Todos os recursos apresentados pela defesa do acusado foram negados, e o processo agora depende apenas da marcação da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.
O crime aconteceu em 3 de janeiro de 2023, na Praia do Francês, em Marechal Deodoro. Campagnola, dono de uma sorveteria, foi morto a tiros após uma discussão com o policial militar aposentado José Pereira da Costa. A briga teria começado por causa da instalação de um carrinho de churros em frente ao estabelecimento da vítima.O acusado responde por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e por dificultar a defesa da vítima. A alegação de legítima defesa foi rejeitada ao longo do processo.
Segundo o advogado da família, Marcelo Medeiros, não há mais possibilidade de recurso. “O caso já passou por todas as instâncias da Justiça. Agora, falta apenas a definição da data do júri, quando ele será julgado pela população”, explicou. Diante disso, a família da vítima e a defesa cobram rapidez na marcação do julgamento.
O advogado Marcelo Medeiros está disponível para entrevistas e pode detalhar os desdobramentos do caso e as expectativas para o júri popular.