JUDICIÁRIO

Justiça mantém prisão de professor investigado por abuso sexual de menores em Murici

Decisão ocorreu após audiência de custódia nesta sexta-feira; Ministério Público aponta que suspeito utilizava cargo para se aproximar das vítimas

Por Redação Publicado em 17/04/2026 às 17:11
Ascom MPAL

O Poder Judiciário de Alagoas confirmou, nesta sexta-feira (17), a manutenção da prisão de um professor investigado por crimes de abuso sexual contra estudantes menores de idade no município de Murici. A decisão foi tomada durante audiência de custódia, após o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) se manifestar favoravelmente à continuidade da detenção.

O caso é conduzido por meio de uma força-tarefa entre a Promotoria de Justiça de Murici e a 39ª Promotoria de Justiça da Capital. As investigações fazem parte de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), instaurado especificamente para apurar denúncias de estupro de vulnerável.

O modus operandi e a investigação

Segundo os elementos colhidos pelo MPAL, o suspeito teria se aproveitado da sua posição de autoridade como educador para ganhar a confiança e se aproximar das vítimas. O inquérito detalha que:

As investigações começaram após denúncias diretas ao Ministério Público.

Pelo menos duas estudantes já prestaram relatos que reforçam as acusações.

Diligências de forças de segurança e medidas de busca e apreensão foram realizadas para coletar provas complementares.

Garantia da Ordem Pública

Durante a audiência, o órgão ministerial sustentou que a liberdade do investigado representaria um risco à ordem pública e à instrução do processo. A necessidade de proteger as vítimas e evitar possíveis interferências na coleta de novos depoimentos foram argumentos centrais aceitos pelo magistrado.

"A manutenção da prisão busca garantir a ordem pública, preservar a instrução criminal e assegurar a proteção das supostas vítimas", reiterou o MPAL em nota oficial.

O investigado permanece sob custódia do sistema prisional, onde aguardará os desdobramentos da ação penal. O nome do docente não foi divulgado para preservar a identidade das menores envolvidas, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).