SAÚDE PÚBLICA

Rio de Janeiro inicia oferta de Ozempic no SUS e pressiona debate em outras capitais

Enquanto a prefeitura carioca oficializa a distribuição do medicamento, projetos semelhantes avançam no Legislativo de cidades como Maceió e no interior de São Paulo

Por Redação Publicado em 16/03/2026 às 09:02
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O cenário do tratamento da obesidade na rede pública brasileira ganha um novo capítulo esta semana. Após o anúncio feito pelo prefeito Eduardo Paes na última sexta-feira (13), o medicamento Ozempic (semaglutida) passa a integrar oficialmente o arsenal terapêutico da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro. A informação é da jornalista Vanessa Alencar em matéria no portal Cada Minuto.

A iniciativa do Rio não é isolada, mas reflete uma tendência de ampliação do acesso às chamadas "canetas emagrecedoras". Medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, originalmente voltados ao controle do diabetes tipo 2, têm tido sua indicação expandida para o tratamento da obesidade, o que gera uma pressão crescente sobre o Sistema Único de Saúde (SUS).

Movimentação nacional

O movimento pela democratização desses fármacos de alto custo ganha corpo em diferentes regiões:

Interior Paulista: O município de Urupês (SP) já debate a implementação.

Distrito Federal: Discussões avançadas buscam viabilizar a oferta na rede distrital.

Governo Federal: Este ano, a farmacêutica Novo Nordisk inicia um programa piloto em parceria com o Ministério da Saúde, que será testado em três unidades do SUS pelo país.

O cenário em Maceió

No Nordeste, a capital alagoana também se posiciona no debate. Tramita na Câmara Municipal de Maceió, desde o ano passado, um Projeto de Lei de autoria do vereador Delegado Thiago Prado. A proposta visa autorizar o fornecimento gratuito de semaglutida, tirzepatida e substâncias correlatas nas unidades de saúde do município.

Apesar do avanço legislativo, a medida em Maceió possui caráter autorizativo. Isso significa que, mesmo se aprovada pelos vereadores e sancionada, a implementação efetiva da compra e distribuição dos medicamentos dependerá exclusivamente de uma decisão política e orçamentária do Poder Executivo municipal.