Ministério Público investiga contrato entre Prefeitura de Penedo e IGPS e suspeita de funcionários fantasmas
Procedimento preparatório aberto em 2025 foi convertido em inquérito civil após coleta de informações iniciais e análise de documentos
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou inquérito civil para aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades em um contrato firmado entre a Prefeitura de Penedo e o Instituto de Gestão de Políticas Sociais (IGPS). A apuração também alcança a suspeita de existência de funcionários fantasmas vinculados ao acordo.
A medida foi formalizada por meio de portaria assinada pelo promotor de Justiça Paulo Roberto de Melo Alves Filho, da 6ª Promotoria de Justiça de Penedo, e publicada no Diário Oficial Eletrônico do MPAL, em edição disponibilizada no dia 9 de março de 2026.
Procedimento de 2025 foi convertido em inquérito civil
De acordo com o documento, o inquérito civil de nº 06.2026.00000104-2 nasceu da conversão do Procedimento Preparatório nº 06.2025.00000106-0, aberto anteriormente para apurar notícias de supostas irregularidades no contrato entre o município e o IGPS.
Segundo a portaria, as informações levantadas até aqui e os dados remetidos ao Ministério Público indicaram a necessidade de aprofundar as diligências, com a adoção de novas providências investigativas.
O objetivo, conforme o MPAL, é reunir elementos que permitam esclarecer a legalidade do contrato, verificar eventual ocorrência de irregularidades administrativas e apurar se houve possível dano ao patrimônio público.

Suspeita de funcionários fantasmas
Além das possíveis falhas ligadas ao contrato, o Ministério Público menciona expressamente a suspeita de utilização de funcionários fantasmas, o que eleva a gravidade do caso e amplia o alcance da investigação.
A apuração busca identificar se houve prática irregular na execução do contrato e eventual participação de agentes públicos ou particulares.
Núcleo de Patrimônio Público passa a atuar no caso
Em razão da complexidade do tema e do volume de documentos já analisados, o caso passou a contar também com a atuação conjunta do Núcleo de Patrimônio Público do Ministério Público de Alagoas.
A portaria registra que a designação da atuação conjunta ocorreu no âmbito do próprio procedimento preparatório, com o objetivo de dar apoio técnico e reforçar a investigação diante da relevância dos fatos apurados.
Novas diligências e oitivas
Entre as medidas previstas pelo Ministério Público estão:
realização de diligências complementares;
solicitação de novos documentos;
análise de provas necessárias à apuração;
e eventual oitiva de pessoas envolvidas.
A finalidade é identificar responsabilidades e esclarecer se houve participação de agentes públicos ou particulares em eventuais irregularidades relacionadas ao contrato.
Prazo e próximos passos
A portaria lembra que o procedimento preparatório já se aproximava do prazo legal para conclusão, o que também contribuiu para sua conversão em inquérito civil, instrumento que permite investigação mais aprofundada.
No documento, o promotor determina ainda a comunicação formal da instauração ao presidente do Conselho Superior do Ministério Público, além da publicação da portaria no Diário Oficial Eletrônico.
Com a abertura do inquérito civil, o Ministério Público passa a ter mais instrumentos para avançar na apuração e reunir elementos que possam embasar futuras medidas judiciais ou extrajudiciais, caso sejam constatadas irregularidades.