CHUVAS

Temporal provoca destruição, interdita centro histórico e derruba ponte entre Piranhas e Sergipe

Volume de 84 milímetros em poucas horas supera previsão mensal e mobiliza forças de resgate após veículo ser arrastado pela correnteza

Por Redação Publicado em 28/02/2026 às 13:18
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

As chuvas intensas que atingiram Piranhas entre a noite da sexta-feira (27) e a madrugada deste sábado deixaram um cenário de destruição e preocupação no Sertão alagoano. De acordo com a Defesa Civil, o acumulado pluviométrico chegou a 84 milímetros em poucas horas — índice que ultrapassa mais que o dobro da média prevista para todo o mês de fevereiro, estimada em 40 milímetros.

O impacto mais grave foi o rompimento da ponte que faz a ligação entre Piranhas e o município sergipano de Canindé de São Francisco. A estrutura, considerada o principal acesso entre as duas cidades, foi completamente destruída pela força da água e permanece interditada. Informações preliminares apontam que, no momento do colapso, um veículo ocupado por turistas teria sido arrastado pela correnteza. Equipes de resgate seguem mobilizadas na tentativa de localizar possíveis vítimas.

Além da interrupção do tráfego na ponte, o Centro Histórico de Piranhas foi totalmente interditado por medida de segurança. Segundo o capitão Douglas Gomes, responsável pelo setor de desastres naturais da Defesa Civil de Alagoas, há previsão de continuidade das chuvas. Como precaução, passeios turísticos, incluindo as visitas aos Cânions do São Francisco, foram suspensos até que a situação esteja controlada.

O alerta para a instabilidade climática já havia sido emitido na quinta-feira (26) pela Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN), vinculada à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos. O órgão advertiu para pancadas de chuva de intensidade moderada, acompanhadas de rajadas de vento e descargas elétricas.

As operações de busca e monitoramento seguem ao longo do dia, com apoio de equipes terrestres e aéreas. Moradores e autoridades acompanham atentamente o nível das águas e o risco de novos deslizamentos e enxurradas.