Quedas constantes de energia revoltam moradores de Palmeira dos Índios e expõem falhas da Equatorial Alagoas
Moradores de Palmeira dos Índios voltaram a enfrentar uma sequência de quedas bruscas de energia elétrica, atribuídas à concessionária Equatorial Alagoas, responsável pelo fornecimento no município. Somente na noite do último domingo (04) e madrugada de segunda-feira (05), foram registradas ao menos seis interrupções repentinas, causando transtornos, insegurança e prejuízos diretos à população.
As oscilações e desligamentos sucessivos provocaram a queima de eletrodomésticos e equipamentos eletrônicos, como geladeiras, televisores, roteadores, computadores e aparelhos de ar-condicionado. Consumidores relatam perdas financeiras significativas e afirmam que o problema se repete com frequência, sem que haja qualquer explicação clara por parte da concessionária.
Outro ponto que agrava a insatisfação é a ausência de comunicação oficial da Equatorial Alagoas. A empresa não informou as causas das quedas, não apresentou previsão de solução nem orientou adequadamente os consumidores sobre como proceder para solicitar ressarcimento pelos danos causados às instalações elétricas e aos aparelhos domésticos.
Pelas normas do setor elétrico, quando há comprovação de prejuízos decorrentes de falhas no fornecimento, o consumidor tem direito à reparação. No entanto, na prática, moradores afirmam enfrentar dificuldades para obter informações, registrar reclamações e acessar canais efetivos de atendimento.
Diante da recorrência do problema, cresce a cobrança para que órgãos de fiscalização e defesa do consumidor adotem providências urgentes. A atuação do PROCON e da ARSAL é vista como essencial para apurar as falhas, exigir explicações da concessionária e garantir que os direitos da população sejam respeitados.
As constantes quedas de energia não afetam apenas o conforto doméstico, mas também impactam o comércio, serviços essenciais, pequenas empresas e a segurança da cidade. Para muitos moradores, a situação já ultrapassou o limite do aceitável e evidencia a necessidade de fiscalização rigorosa, transparência e responsabilização da Equatorial Alagoas.
Enquanto não há respostas concretas, Palmeira dos Índios segue convivendo com a instabilidade no fornecimento de energia — e com a sensação de abandono diante de um serviço essencial que deveria funcionar com regularidade e respeito ao consumidor.