COMPORTAMENTO

Como fatores econômicos impactam a vida amorosa dos brasileiros

Preocupações com as finanças podem reduzir o desejo pelo parceiro, aumentar conflitos e interferir na conexão entre casais

Por Imprensa MeuPatrocínio - Assessoria de Imprensa Publicado em 07/10/2026 às 09:13
Como fatores econômicos impactam a vida amorosa dos brasileiros

O dinheiro não fica necessariamente do lado de fora do quarto. Preocupações com dívidas e sensação de insegurança podem afetar a forma como os parceiros se relacionam e vivenciam a intimidade. Uma pesquisa recente da Serasa mostra que 45% dos brasileiros consideram o dinheiro uma das principais causas de conflitos amorosos, enquanto 88% afirmam que uma boa saúde financeira é importante na escolha de um parceiro.

O impacto pode chegar à vida sexual. Um levantamento realizado pela ZipHealth com 1.000 adultos nos Estados Unidos e no Reino Unido identificou que 26% dos americanos e 28% dos britânicos já evitaram sexo ou intimidade por causa do estresse financeiro. O estudo também apontou que pessoas financeiramente satisfeitas tinham maior probabilidade de relatar satisfação com a vida sexual e emocional. Os dados são estrangeiros, mas ajudam a ilustrar como a percepção de segurança econômica pode atravessar diferentes dimensões da vida afetiva.

Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, o desejo sexual não depende exclusivamente de atração física ou química. Ansiedade, preocupação constante, sensação de fracasso ou insegurança em relação ao futuro podem consumir energia mental e diminuir a disponibilidade para o prazer e para a conexão. “A falta de dinheiro causa frustrações que, na maioria dos casos, impactam nos relacionamentos. A liberdade financeira proporciona menos estresse, mais conforto e, consequentemente, melhora a qualidade de vida. Dinheiro pode até não comprar felicidade, mas a falta dele com certeza traz aborrecimento”.

Quando o dinheiro vira parte da relação

O dinheiro também pode afetar a dinâmica do casal antes mesmo de chegar ao sexo. A pesquisa da Serasa mostra que 61% dos entrevistados consideram que a condição financeira do parceiro impacta a percepção de um relacionamento duradouro. Além disso, 29% já deixaram de assumir compromissos importantes, como morar juntos ou financiar um bem, por incompatibilidade financeira.

Enquanto quase metade dos entrevistados (45%) afirma já ter se endividado por causa de um parceiro, 44% relatam já ter ficado com o nome negativado em decorrência de relacionamentos amorosos. Por isso, a percepção de segurança financeira aparece como atributo desejável no campo amoroso.

A ascensão do relacionamento sugar

É esse mesmo critério de estabilidade financeira que explica a ascensão da hipergamia, mais conhecida como relacionamento sugar, tem ganhado destaque nos últimos anos. Nesse modelo, as mulheres escolhem se relacionar com homens que são financeiramente e emocionalmente estáveis. Bittencourt destaca que a estabilidade financeira que a hipergamia proporciona pode ser interpretada como segurança e capacidade de construir projetos em conjunto.

“É uma relação baseada em trocas sinceras, sem joguinhos. Sabe aquele casal que você conhece em que o homem arca com os custos da casa ao passo em que proporciona uma vida de rainha para sua parceira? Pois bem, esse é um exemplo típico de relacionamento Sugar, é uma realidade mais comum do que muitos imaginam, tanto entre anônimos, como entre os famosos”, diz.

Quando o assunto é sobre o propósito das plataformas de relacionamento Sugar, o especialista compartilha insights sobre por que muitas mulheres dão prioridade a esse estilo de vida: "O MeuPatrocínio foi criado para conectar homens estáveis financeiramente e experientes a mulheres. A combinação de dinheiro, felicidade e um bom casamento realmente existe. Ao contrário disso, problemas financeiros podem ser responsáveis por separações e frustrações. É por isso que percebemos que casais financeiramente estáveis são mais felizes, não se preocupar com dinheiro causa menos frustrações e isso aumenta a satisfação e bom humor", finaliza.