A disputa ao cargo de presidente do Brasil não é uma guerra moral
Encontrar um político perfeito é ilusão. Santo Agostinho e a filosofia mostram que o erro é humano. Como dizia João Ubaldo Ribeiro, o político é a cara do povo; há culpa nossa ao elegermos maus representantes.
Escolher o presidente de um país continental e complexo, com grande diversidade cultural, exige enorme responsabilidade cívica, sem espaço para aventureiros. Redes sociais não medem competência, distorcem o debate. Pergunte-se: quem nunca administrou um município pode governar o Brasil? Qual o currículo da chapa presidencial?
Ofensas morais e xingamentos não substituem propostas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. O presidente deve defender nossa soberania e jamais submeter o Brasil aos Estados Unidos, nação marcada pela violência, pelo terrorismo e por intervenções que destroem países e saqueiam recursos naturais, como petróleo e a Amazônia, por exemplo.
Pedir a Trump que aplique taxas extorsivas aos nossos produtos é traição. Os EUA não têm direitos trabalhistas como os nossos, nem previdência pública, seguridade social como a nossa. Há quem queira destruir o SUS para impor seguros de saúde privados caríssimos. Não podemos abrir mão da liberdade de impressa e expressão. Quando uma DITADURA se instala só é derrubada com muito derramamento de sangue e sacrifício de muitas vidas. Você quer experimentar isso na sua velhice e que seus filhos sejam vítimas da violência de Estado?
Precisamos combater o crime com rigor — reduzindo a maioridade penal para 16 anos em crimes hediondos, aumentando penas para o tráfico e investindo em tecnologia —, mas sem perder a liberdade e cair em ditaduras.
Você quer alguém que condecorou um miliciano e assassino dentro da prisão, no Rio de Janeiro, como Presidente do Brasil? Procure no Google e reflita. Veja se o miliciano depois foi assassinado na Bahia, queima de arquivo.
Reflita. A fila do osso é proposta econômica? O Brasil já viveu esse momento? Procure no Google. Olhe para a Argentina e veja o resultado do governo de Javier Milei, o fâmulo dos americanos. Pense bem antes que seja tarde.
Finalmente, peça aos candidatos a Presidente que abram todas as contas deles, imóveis e outros bens, e ponham na Internet.