Artigos

Por que os Estados Unidos querem transformar o Brasil numa colônia imperial?

Por Coaracy Fonseca Publicado em 16/10/2026 às 21:16
Coaracy Fonseca Reprodução

O Brasil ocupa posição estratégica nos interesses econômicos dos Estados Unidos. Com mais de 200 milhões de habitantes, abundantes recursos naturais e um gigantesco mercado consumidor, representa uma extraordinária fonte de lucros para as corporações americanas.

Essa relação pode transformar-se num mecanismo de subordinação econômica, tecnológica e política.

Além das riquezas minerais, TERRAS RARAS, riquezas da FLORESTA AMAZÔNICA. petróleo e alimentos, os americanos encontram no Brasil um mercado para produtos industrializados, tecnologias e serviços digitais, ampliando sua influência sobre a economia nacional.

Empresas como Google, Meta, Microsoft, Amazon e Apple controlam plataformas e sistemas tecnológicos utilizados diariamente por milhões de brasileiros.

A dependência desses serviços transfere recursos para corporações estrangeiras e subordina atividades econômicas nacionais às suas tecnologias.

A expansão da inteligência artificial ameaça aprofundar essa dependência e provocar desemprego em massa. Sistemas automatizados substituem atendentes, vendedores, operadores, trabalhadores administrativos e outros profissionais.
Para muitos empresários, a prioridade é reduzir custos, impostos, encargos trabalhistas e despesas com pessoal, aumentando os lucros mediante a diminuição dos postos de trabalho.

O comércio eletrônico agrava esse cenário. Lojas físicas, agências e estabelecimentos comerciais podem desaparecer, substituídos por plataformas digitais que operam com estruturas reduzidas.

Milhares de trabalhadores poderão perder suas ocupações, enquanto os ganhos da automação se concentram nas empresas.

O perigo não está apenas na eliminação de empregos, mas na velocidade da substituição humana. Se a inteligência artificial destruir postos de trabalho mais rapidamente do que novas atividades forem criadas, o Brasil poderá enfrentar desemprego estrutural em grande escala, concentração de renda e empobrecimento da população.

A pressão americana também se manifesta nas relações comerciais. Em 2026, o governo Trump impôs tarifas adicionais sobre determinados produtos brasileiros, em meio a disputas envolvendo políticas nacionais e interesses empresariais.
O episódio evidencia como o poder econômico pode ser utilizado para pressionar decisões soberanas.

Surge, assim, o risco de uma nova colonização imperial. Não mais pela ocupação territorial, mas pela dependência tecnológica, exploração comercial, controle de mercados e transferência de riquezas para o exterior.
O Brasil fornece matérias-primas, compra tecnologias e corre o risco de assumir os custos sociais da automação.

Como ensina o adágio popular, “não existe almoço grátis”. O capital estrangeiro busca remuneração e vantagens econômicas, que nem sempre correspondem aos interesses nacionais.

A riqueza econômica é sempre bem-vinda quando todos saem ganhando, como se busca nos países desenvolvidos, onde o progresso tecnológico pode caminhar ao lado da geração de empregos, da proteção social e da melhoria das condições de vida.

Uma nação que perde empregos, depende de tecnologias estrangeiras e entrega seus mercados ao poder econômico internacional compromete sua própria soberania.

Ditaduras são sendo construídas na América Latina a serviço do Estados Unidos: Argentina, Colômbia, Venezuela e o Brasil, se você permitir, estará sob o domínio completo de TRUMP. Não perca a sua liberdade, uma vez perdida é muito difícil ou quase impossível de recuperar. Lancei três pequenos artigos em meu blogger sobre programas de espionagem contra a sua família, saiba como se proteger.

A questão fundamental não é apenas por que os Estados Unidos desejam ampliar seu domínio econômico sobre o Brasil, mas por que os brasileiros deveriam aceitar que seu país seja transformado numa colônia imperial do século XXI.

Coaracy Fonseca é Promotor de Justiça, Ex-Procurador-Geral de Justiça de Alagoas, Ex-Procurador-Geral do Município de Maceió e Mestre em Direitos Fundamentais da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.