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Leitura e saúde mental

Por Coaracy da Mata Fonseca Publicado em 19/06/2026 às 15:21
Coaracy Fonseca Reprodução

No mês destinado a tema tão importante, a saúde mental, o MPAL pergunta o que fazer para manter-se saudável. De fato, é um desafio no momento conturbado que vive o Brasil.

Sobre o assunto já tive oportunidade de escrever algumas vezes, inclusive com base em dados da AMB, sobre o alto índice de depressão entre magistrados.

A questão continua sendo um tabu, numa sociedade que procura desqualificar quem pensa diferente ao imputar o signo de louco. E isso muito é comum nas corporações.

Quem precisa de ajuda deve procurar sem receios os bons e éticos psiquiatras e psicólogos, não há nenhum ou rebaixamento social nessa conduta. É um comportamento lícito e protegido pela intimidade constitucional.

O perigoso, mesmo, é o psicopata, que temos aos milhares no Brasil, para esses não há cura possível. Eles vicejam entre homens e mulheres e chegam ocupar postos de liderança.

Hoje, já batendo à porta dos 60 anos, já não mais me preocupo com qualificações alheias. Doente é quem mata e rouba a gente.

Muito experiente. continuo a cultivar utopias acerca de uma sociedade mais humana, menos desigual e livre do racismo.

Para manter-me vivo e pensante tornei-me um voraz devorador de livros, talvez eu esteja entre os maiores clientes da Amazon e outras plataformas.

Tenho uma paixão sem freios pela leitura, não saberia viver sem minha esposa, minha família e os livros, que inundam a minha biblioteca, que se tornou pequena, mas sempre cabe mais alguns.

Respondo a pergunta da assessoria do MP: a leitura é a minha forma de continuar saudável, diante de tanto malfeito, corrupção e fraudes que a minha função obriga-me a combater.

A campanha do MPAL, digna de elogios, deveria ser mais efetiva e incentivar, sem medo de discriminação e preconceito, a procura de especialistas em saúde mental, quando preciso.