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Novas profissões

Por Arnaldo Niskier Publicado em 24/02/2026 às 08:00
Arnaldo Niskier Arquivo

Três novas profissões estão sendo cadastradas no Brasil: engenheiro de prompt, auditores de modelos e ativistas de dados. Esta última vem da formação em Direito e Filosofia. Exige especialização em ciência da computação. Além das novas profissões, que já é um dado importante, pesquisas indicam a existência de um notável aumento da produtividade. Coisa de 10 a 45%. A presença de um assistente de IA leva a 44,1% mais descobertas, 39,4% mais patentes, 17,2% mais protótipos de produtos tecnológicos, o que é um resultado realmente primoroso. Os resultados são mais rápidos. A IA pode diminuir a diferença entre o trabalhador menor e o mais qualificado. Isso pode ter resultados concretos na elevação do PIB (5 pontos na próxima década).

As áreas mais promissoras são a agricultura, manufatura e educação, além de saúde. Precisamos com urgência dar um salto de qualidade no ensino técnico-profissional. Com a IA e o avanço no ensino técnico poderemos nos igualar às nações mais ricas. É mais do que evidente a necessidade de melhorar com urgência a qualidade da escola pública. Ao lado da inteligência artificial vamos nos preparar para um esquema de aperfeiçoamento insubstituível.

Há hoje na China um enorme sucesso por séries curtas geradas por IA. Ela ainda não atingiu a qualidade de produção do cinema tradicional, mas é indiscutível a sua utilidade. A IA reduziu significativamente os custos de produção. Os resultados são mais fantásticos do que realistas.

Elas estão convencidas de que em breve as profissões de cinema e televisão não poderão abrir mão da inteligência virtual. Enquanto isso, discute-se intensamente a questão complicada dos direitos autorais. Mas surgem novos empregos no cenário que já é uma realidade um dado importante.

Ferramentas digitais são hoje uma realidade, mas exigem certos cuidados dos nossos professores.

A tecnologia integra a prática pedagógica. Isso ajuda os professores a atuar como “mentores”. Podem até estudar educação financeira, mas há grande dúvida sobre a expansão desse tipo de ensino. Usar a tecnologia como instrumento ético aproxima os mestres dos alunos.