Circuito Penedo de Cinema terá, pela primeira vez, Mostra Indígena
Tudo pronto para celebrar a diversidade, a resistência e a força do cinema nacional. Entre os dias 9 e 15 de novembro, Penedo se transforma em cenário da 16ª edição do Circuito Penedo de Cinema. E, neste ano, pela primeira vez, o maior evento do audiovisual alagoano contará com uma mostra indígena, dedicada aos povos originários de Alagoas.
O anúncio foi feito pelo coordenador-geral do Circuito Penedo de Cinema, Sérgio Onofre, durante entrevista concedida nesta segunda-feira (2) ao programa CBN Maceió, apresentado por Elias Ferreira, na capital alagoana.
Na Mostra de Cinema Indígena de Alagoas: Memória, Território e Protagonismo, em Penedo, serão exibidas cinco obras que retratam diferentes etnias do estado.
“As mostras temáticas, de modo geral, criam oportunidades de troca e aprofundamento de temas e debates necessários à nossa sociedade. Mais especificamente, a Mostra de Cinema Indígena reforça o compromisso do Circuito com as minorias, reafirma a importância dos povos indígenas de Alagoas, ainda tão invisibilizados, e, principalmente, oportuniza o acesso às narrativas indígenas contadas pelos próprios indígenas”, pontuou Sérgio Onofre.
Obras que serão exibidas
Warao Esperança Além da Fronteira – Doc. Etnográfico ǀ Dir. Marcelo Tinguy ǀ 15’01 ǀ AL ǀ 2026 ǀ Classificação Livre
Sinopse - O documentário apresenta as experiências e os desafios enfrentados pelo povo indígena Warao, originário da Venezuela, em seus processos de deslocamento para o Brasil. A produção aborda as dificuldades relacionadas à migração, ao acolhimento, à garantia de direitos e à busca por condições dignas de existência. Por meio das narrativas indígenas, o filme evidencia experiências de resistência, pertencimento cultural e reconstrução de vínculos em novos territórios.
Cabeça Seca - Doc. Etnográfico ǀ Dir. Marcelo Tinguy e Rosiane dos Santos ǀ 12’12 ǀ AL ǀ 2021 ǀ Classificação Livre
Sinopse - O documentário apresenta uma reflexão sobre os conhecimentos ancestrais do povo indígena Tingui-Botó, em Alagoas. Por meio de narrativas de lideranças e moradores da comunidade, a obra discute as relações entre os saberes tradicionais indígenas e o conhecimento científico produzido nas instituições acadêmicas. O filme propõe uma crítica construtiva à predominância das perspectivas eurocêntricas, reconhecendo a ancestralidade, a memória coletiva e as experiências territoriais como formas legítimas de produção do conhecimento.
Iconografias dos Tinguí-Botó: Polifonias do Toré - Doc. Etnográfico ǀ Dir. Marcelo Tinguy e Rosiane dos Santos ǀ 6’45 ǀ AL ǀ 2019 ǀ Classificação Livre
Sinopse - O documentário apresenta um resgate da memória coletiva do povo indígena Tingui-Botó por meio de fotografias antigas da comunidade. A produção reúne registros visuais que contribuem para preservar a história, fortalecer a identidade étnica e valorizar as experiências transmitidas entre gerações. As imagens constituem um importante instrumento de reconhecimento das trajetórias comunitárias e de continuidade da memória indígena.
Wassu Cocal – Memórias, Identidades, Comunicação e Escritas de Si - Doc. Etnográfico ǀ Dir. Indiara Wevilly ǀ 24’35 ǀ AL ǀ 2019 ǀ Classificação Livre
Sinopse - O documentário apresenta uma abordagem sobre a memória, a identidade e as experiências do povo indígena Wassu Cocal, em Alagoas. A produção está relacionada à valorização das narrativas e dos conhecimentos da comunidade, destacando a importância de preservar suas histórias, fortalecer suas raízes culturais e promover a transmissão de memórias entre gerações. A obra integra uma iniciativa de comunicação e registro audiovisual voltada à valorização da história indígena, contribuindo para a visibilidade das experiências e das identidades Wassu Cocal.
Meworoné: Falar Claramente - Doc. Etnográfico ǀ Dir. Reidison Ruan Tononé Silva ǀ 15’ ǀ AL ǀ 2024 ǀ Classificação Livre
Sinopse - Meworoné: Falar Claramente narra a jornada de uma jovem Kariri-Xocó que, após viver na cidade, retorna à sua aldeia em busca de suas raízes. Imersa na riqueza cultural e na beleza natural do território, ela enfrenta o desafio de equilibrar as pressões da vida moderna com a preservação de sua identidade indígena. Inspirada por um sonho em que um ancestral a alerta sobre a importância de manter vivas as tradições, ela se reconecta à língua, aos cantos e ao conhecimento dos mais velhos. O curta é um relato sensível e inspirador sobre identidade, resistência e a luta pela preservação das tradições Kariri-Xocó, convidando o público a refletir sobre a riqueza da diversidade cultural e o valor da sabedoria ancestral.
Sobre o Circuito
A 16ª edição do Circuito Penedo de Cinema acontece entre os dias 09 e 15 de novembro. O evento é realizado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa (Secult-AL), e pelo Instituto de Estudos Culturais, Políticos e Sociais do Homem Contemporâneo (IECPS). Conta ainda com o patrocínio da Prefeitura de Penedo, do Sebrae e do IMA.
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