TECNOLOGIA

Tribunal de Contas de Alagoas e Ufal firmam convênio para soluções em IA

Projeto terá três frentes de aplicação e busca agilizar atividades do TCE-AL com ferramentas voltadas à jurisprudência, nomeações e aposentadorias

Por Relações Públicas Publicado em 09/10/2026 às 13:39
Tribunal de Contas de Alagoas e Ufal firmam convênio para soluções em IA

O Tribunal de Contas de Alagoas (TCE-AL) firmou um convênio com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para o desenvolvimento de soluções de Inteligência Artificial voltadas às atividades do Tribunal.

A execução será realizada pelo Laboratório de Estatística e Ciência de Dados (LED), vinculado ao Instituto de Matemática (IM) da Ufal. A iniciativa tem duração de 60 meses e terá a gestão administrativa e financeira da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes).

Para o diretor-geral do TCE-AL, Arthur Toledo, o uso dessas ferramentas puede contribuir para melhorar e agilizar os serviços realizados pelo órgão e, consequentemente, trazer benefícios à população. Estamos incorporando novas possibilidades ao trabalho do Tribunal a partir de uma parceria com a universidade. É uma iniciativa que aproxima conhecimento, tecnologia e as necessidades concretas do serviço público. Ao melhorar o trabalho realizado internamente, também contribuímos para oferecer um serviço cada vez melhor à sociedade, afirmou o Toledo.

Segundo o professor Krerley Oliveira, coordenador do LED, a tecnologia será desenvolvida por alunos da Ufal. Ele explica que o projeto foi estruturado a partir de problemas levantados no próprio TCE-AL. O projeto parte de demandas reais identificadas pelo Tribunal. A ideia é utilizar a inteligência artificial para desenvolver ferramentas que possam atender a essas necessidades e facilitar o trabalho realizado no dia a dia. Nós vamos agir em três frentes de trabalho: jurisprudência, nomeações e aposentadorias, explicou o docente.

Na área de jurisprudência, a proposta é desenvolver ferramentas que auxiliem na pesquisa, na organização e na construção do entendimento do Tribunal. Na análise de nomeações, a tecnologia deverá apoiar os jurisdicionados para a avaliação de possíveis situações de acúmulo de cargos. Já na análise de aposentadorias, as ferramentas deverão auxiliar os analistas na busca e identificação de documentos e informações relevantes nos processos.

O docente da Ufal explica que o Laboratório já desenvolve soluções com uso de Inteligência Artificial para instituições públicas e empresas privadas. Entre elas, o Tribunal de Justiça de Alagoas, a Secretaria da Fazenda do Piauí, o Ministério Público da Paraíba, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Organização Mundial da Saúde, a Prefeitura de Florianópolis e a empresa francesa Ceva.