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Verão com mais voos amplia oportunidades para imóveis de investimento em Maceió

Capital terá 349 voos extras da Azul na alta temporada; crescimento do turismo amplia discussão sobre segunda residência e geração de renda

Por Tríade Comunicação Publicado em 11/09/2026 às 09:44

Maceió chegará ao verão 2026/2027 com mais voos, crescimento no fluxo de passageiros e um mercado imobiliário que já figura entre os mais valorizados do Nordeste. Entre dezembro e fevereiro, a capital alagoana terá 349 voos extras da Azul, além da operação regular da companhia. A ampliação da conectividade ocorre em um momento de avanço da atividade turística no estado e reforça as perspectivas para setores diretamente ligados à circulação de visitantes, entre eles o mercado de imóveis voltados à segunda residência e à geração de renda.

O movimento já pode ser observado antes mesmo da alta temporada. Nos cinco primeiros meses de 2026, 642.948 passageiros desembarcaram no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares em voos nacionais e internacionais. Em abril, o número de desembarques cresceu 4,3% em relação ao mesmo mês de 2025 e, em maio, a alta chegou a 5,9%. Em junho, foram outros 114.417 desembarques, crescimento de 3,97% na comparação anual.

O desempenho acompanha um cenário positivo para o turismo alagoano. Dados da Pesquisa Mensal de Serviços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em junho, Alagoas registrou crescimento de 1,8% no volume das atividades turísticas em relação a maio, enquanto o índice nacional recuou 3,4%. Entre os 17 locais acompanhados pela pesquisa, o estado foi o único a apresentar resultado positivo no período.

Para o consultor em investimentos imobiliários e fundador da Jarvis Inteligência Imobiliária, Lauro Braga, o aumento da circulação de visitantes ajuda a ampliar a demanda potencial por imóveis, mas o investidor precisa evitar uma associação automática entre crescimento turístico e rentabilidade.

“Quando uma cidade recebe mais turistas e amplia sua conectividade com outros mercados, naturalmente passa a ser observada também por pessoas que enxergam o destino para além das férias. Algumas começam a considerar uma segunda residência e outras percebem a possibilidade de adquirir um imóvel para geração de renda. Mas isso não significa que qualquer imóvel localizado em uma cidade turística será necessariamente um bom investimento”, explica.

O mercado imobiliário de Maceió chega a esse cenário com preços elevados em algumas das regiões mais associadas ao turismo. Dados do Índice FipeZAP mostram diferenças importantes entre os bairros da capital. Em maio, o preço médio anunciado para venda chegou a R$ 14.543 por metro quadrado na Pajuçara, R$ 11.461 na Ponta Verde, R$ 11.272 em Jacarecica e R$ 10.966 na Jatiúca.

As diferenças ajudam a mostrar por que localização precisa ser analisada de maneira mais ampla. Para Lauro, estar próximo ao mar ou em um bairro turístico é apenas uma das variáveis. Infraestrutura urbana, facilidade de acesso, serviços disponíveis no entorno, perfil do empreendimento, preço de aquisição, oferta futura e demanda real por locação também interferem na capacidade de geração de renda.

“O investidor não pode comprar apenas porque determinado bairro está valorizando ou porque Maceió está recebendo mais turistas. É preciso entender quem vai ocupar aquele imóvel, por quanto tempo, quanto está disposto a pagar e qual é a concorrência naquela região. O preço de entrada também é determinante. Um imóvel excelente comprado por um valor incompatível com a renda que consegue gerar pode se tornar um investimento ruim”, destaca.

O crescimento das locações de curta duração também integra essa análise. Dados da plataforma especializada AirDNA apontavam cerca de 3,7 mil imóveis ativos nesse mercado em Maceió em agosto de 2026, com ocupação média próxima de 61%. O número mostra a dimensão desse segmento, mas também revela ao investidor que existe uma oferta relevante disputando o mesmo público.

ALTA TEMPORADA - Outro cuidado é não projetar o desempenho dos meses de verão para todo o ano. Dezembro, janeiro e fevereiro tradicionalmente concentram forte movimentação turística, mas a rentabilidade de um imóvel depende da capacidade de manter demanda também fora dos períodos de pico.

Nesse aspecto, o comportamento recente do turismo alagoano pode ser um indicador importante. O crescimento dos desembarques registrado ao longo de 2026 e o desempenho positivo das atividades turísticas fora do verão mostram uma movimentação que não está restrita aos meses tradicionalmente considerados de alta temporada.

Para Lauro, é justamente a combinação entre turismo, infraestrutura, conectividade e desenvolvimento urbano que deve orientar uma decisão de longo prazo. “Uma temporada forte é positiva, mas imóvel é um investimento de longo prazo. O investidor precisa olhar o que está acontecendo com a cidade durante todo o ano. Novos voos, infraestrutura, serviços, crescimento da demanda e transformações urbanas ajudam a construir valor. A oportunidade aparece quando esses fatores são analisados em conjunto e o preço do imóvel ainda faz sentido dentro dessa realidade”, conclui.