Greve dos Correios paralisa serviços em Alagoas por tempo indeterminado
Categoria rejeita reajuste de 0,87% e reestruturação da empresa após fracasso nas negociações do Acordo Coletivo 2026/2027
Desde a zero hora desta sexta-feira (11), os trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Alagoas cruzaram os braços e iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos de Alagoas (Sintect-AL), após a rejeição da proposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027. O estado de greve permanente vinha sendo mantido no estado durante o andamento das tratativas nacionais, mas a ausência de avanços concretos culminou na interrupção do atendimento.
O estopim para a deflagração da greve foi o percentual de reajuste salarial ofertado pela empresa, fixado em apenas 0,87% sobre os salários e benefícios. Além da questão pecuniária, os empregados contestam alterações no plano de saúde e modificações em cláusulas históricas da categoria, que afetam direitos como licença paternidade e licença por adoção.
Outro ponto central da insatisfação envolve o plano de reestruturação dos Correios. A categoria alerta que o fechamento e a reorganização de unidades de atendimento podem comprometer as condições de trabalho e resultar na redução de postos de serviço e no sucateamento do atendimento prestado à população.
A paralisação alagoana integra um movimento nacional de pressão sobre a diretoria da empresa. O Sintect-AL informou que o término da mobilização dependerá da apresentação de uma nova contraproposta que atenda às reivindicações da classe laboral e do desdobramento das rodadas de negociação nos próximos dias.