JUSTIÇA

3 empresas já firmaram acordo com a Defensoria Pública para evitar o golpe do consórcio em Alagoas

Após a Defensoria Pública ajuizar ação civil pública contra 23 empresas de consórcio, até agora, 3 (três) empresas do ramo já fecharam acordos com a Defensoria Pública de Alagoas no sentido de tomar medidas e precauções necessárias para evitar o golpe do consórcio, prática que tem enganado milhares de consumidores em Alagoas e gerando grande quantidade de processos na justiça alagoana.

Publicado em 09/09/2026 às 08:45

As empresas administradoras de consórcio Ademicon, Eutbem e Tágide firmaram pacto com a instituição no sentido de adequar suas práticas a melhor informar aos consumidores sobre a existência do golpe e tomar maiores cuidados antes de assinar os contratos com os consumidores.

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas havia ingressado com uma Ação Civil Pública contra 23 empresas de consórcio que atuam no estado para combater o chamado “golpe do consórcio”. O golpe acontece quando vendedores autônomos induzem pessoas a assinar contratos prometendo a entrega imediata de um carro, casa, apartamento ou até um financiamento, algo que não existe nessa modalidade.

O defensor público Othoniel Pinheiro explica que as vítimas geralmente estão em busca de um financiamento ou empréstimo e acabam atraídas por anúncios em sites de venda ou por abordagens nas ruas.

“Nessas situações, vendedores prometem falsamente que o bem será entregue de forma imediata ou poucos dias após a assinatura do consórcio. Depois de enganar as pessoas, os golpistas levam os contratos para formalização nas empresas, que validam o negócio sem verificar como o contrato foi obtido e sem identificar a prática criminosa”, afirma.

Na ação judicial, a Defensoria aponta que muitas empresas não adotam os cuidados necessários ao formalizar os contratos que chegam até elas por meio dos golpistas.

Segundo Othoniel Pinheiro, as 3 (três) empresas que formalizaram este acordo com a instituição demonstraram que já estão pondo em prática medidas de resguardo de proteção aos clientes necessárias antes da finalização dos contratos.

O “golpe do consórcio” já foi alvo de operação da Polícia Civil de Alagoas, que, em 23 de outubro de 2025, prendeu parte desses falsos vendedores por estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.