EM DEFESA DA PROFISSÃO

Wadson Regis: “O diploma reconhece a formação; o concurso reconhece o profissional”

Jornalista propõe que Governo de Alagoas e Prefeitura de Maceió realizem concursos específicos para profissionais da comunicação, com remuneração vinculada ao piso da categoria

Publicado em 26/08/2026 às 12:37

Em meio à mobilização nacional pela valorização do Jornalismo e pela retomada da exigência do diploma para o exercício profissional, o jornalista Wadson Regis defendeu que o Governo de Alagoas e a Prefeitura de Maceió avancem também em outra frente: a valorização do jornalista dentro do serviço público.

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Wadson propõe que o governador Paulo Dantas e o prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, promovam concursos públicos específicos para jornalistas, assegurando aos profissionais aprovados remuneração compatível com o piso salarial da categoria.

A ideia, segundo o jornalista, é preencher vagas para jornalista em todas as secretarias que são hoje ocupadas por cargos comissionados que têm um jornalista formado – redatores, repórteres fotográficos e cinematográficos –, ou em formação.

A proposta, ressalta Wadson, permitiria que Estado e Município transformassem o discurso de valorização da informação em uma política concreta de fortalecimento da comunicação pública.

“Paulo Dantas e Rodrigo Cunha têm a oportunidade de entrar para a história valorizando quem trabalha diariamente para que a sociedade tenha acesso à informação. Defendo concurso público para jornalistas, com respeito à formação profissional e ao piso da categoria. Valorizar o jornalista é também valorizar o direito do cidadão à informação”, afirma Wadson Regis.

A defesa ocorre em um momento de mobilização nacional da categoria pela valorização da formação profissional. Jornalistas de todo o país participam, nesta quarta-feira (26), do Dia D pelo Diploma, convocado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ). A mobilização defende a aprovação da PEC 206/2012, que busca restabelecer a exigência da formação superior específica para o exercício profissional do Jornalismo.

Para Wadson, entretanto, a discussão não deve ficar restrita à exigência do diploma. É necessário que a valorização da formação seja acompanhada pela abertura de espaços profissionais e por condições adequadas de trabalho e remuneração.

O jornalista ressalta que a comunicação pública exerce função estratégica dentro das instituições. Cabe aos profissionais da área traduzir políticas públicas, acompanhar ações governamentais, produzir informações de interesse coletivo e estabelecer canais permanentes entre administração e sociedade.

Em um ambiente marcado pela velocidade das redes sociais, pela circulação de desinformação e pelo avanço de conteúdos produzidos sem critérios profissionais de apuração, Wadson considera que a presença de jornalistas qualificados nas instituições públicas ganha importância ainda maior.

“Informação pública exige responsabilidade. O jornalista não está ali apenas para produzir texto. Ele apura, checa, contextualiza, questiona e transforma dados e decisões administrativas em informação compreensível para a população. É uma atividade diretamente ligada à transparência e à credibilidade das instituições”, destaca.

A proposta defendida por Wadson prevê que eventuais concursos contemplem vagas destinadas especificamente a jornalistas, reconhecendo a formação profissional e estabelecendo remuneração compatível com o piso da categoria.

Segundo ele, a iniciativa poderia transformar Alagoas e Maceió em referências nacionais de valorização do Jornalismo no serviço público.

“Defender o diploma é fundamental, mas precisamos avançar. É preciso defender também emprego, concurso, carreira e remuneração digna. Minha proposta é simples: que o Governo de Alagoas e a Prefeitura de Maceió deem esse exemplo ao Brasil. O diploma reconhece a formação. O concurso reconhece o profissional. E o respeito ao piso reconhece o valor do seu trabalho”, conclui Wadson Regis.