Inspeções judiciais avaliam rotina de seis comarcas do Agreste de Alagoas
Juízes auxiliares da CGJ levantaram demandas e apresentaram sugestões para aprimorar a prestação jurisdicional no interior.
A Corregedoria-Geral da Justiça de Alagoas (CGJAL) concluiu, nesta quarta-feira (19), a agenda de inspeções judiciais no Agreste alagoano, com visitas às comarcas de Quebrangulo e Igaci. Ao todo, seis comarcas da região receberam inspeções em dois dias, com o objetivo de verificar o funcionamento das unidades judiciárias, identificar demandas e contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional.
Em Quebrangulo, o juiz substituto Luís Fillipe de Godoi Trino informou que a comarca possui um acervo de aproximadamente 1.100 processos, dos quais cerca de 700 estão ativos, entre ações de conhecimento em tramitação, cumprimentos de sentença, execuções e outros procedimentos em diferentes fases. A unidade recebe, em média, de 80 a 90 novos processos por mês e também atende o município de Paulo Jacinto.
“A visita da Corregedoria é muito importante, porque traz um olhar diferente sobre a unidade e essa troca favorece o jurisdicionado, porque faz a unidade melhorar. Hoje a Corregedoria trouxe várias discussões relevantes para a melhoria da unidade e só contribui para a eficiência do Judiciário como um todo e, para o jurisdicionado, que, ao final, vai ter uma prestação jurisdicional melhor”, afirmou o juiz Luís Fillipe.
Em Igaci, o juiz Evaldo da Cunha Machado destacou o caráter orientativo da correição e sua contribuição para a qualidade da prestação jurisdicional. “Mais do que fiscalizar, orienta: as recomendações recebidas indicam caminhos concretos para corrigir falhas e consolidar boas práticas. A correição é, em síntese, investimento direto na qualidade do serviço que chega ao cidadão”, disse o magistrado.
Durante as inspeções, a equipe da CGJAL também verificou o cumprimento das metas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e apresentou painéis desenvolvidos pela Corregedoria. As ferramentas permitem monitorar o Índice de Atendimento à Demanda (IAD) e comparar a produtividade entre unidades de mesma competência, ajudando a identificar o que tem dado certo, os principais desafios e os pontos que podem avançar.
A agenda integra as atividades realizadas pela CGJAL nas unidades judiciárias do interior do estado e permite à Corregedoria conhecer de perto a realidade de cada comarca, além de compartilhar orientações, experiências e boas práticas que possam contribuir para a melhoria dos serviços judiciais.
As inspeções contaram com o apoio das servidoras Patrícia Sarmento e Rossane Teixeira, da Divisão de Inspeção e Correição (DIC), e Beatriz Barboza e Morgana Portella, da Assessoria Especial Judicial (AEJ).