IDEB deve ser diagnóstico, não instrumento de ranqueamento, defende Izael
O resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) voltou a provocar debates sobre a forma como a educação pública é avaliada no Brasil. Em publicação nas redes sociais, Izael reconheceu o trabalho dos profissionais da educação e defendeu que os resultados do indicador sejam analisados levando em consideração as diferentes realidades das escolas alagoanas.
Para ele, avaliar a qualidade da educação pública exige ir além dos números apresentados pelo IDEB. O indicador é considerado importante para acompanhar o fluxo e o desempenho dos estudantes, mas, segundo Izael, não consegue contemplar todas as dimensões do processo de ensino-aprendizagem, nem as diferenças sociais, culturais, econômicas e estruturais existentes entre as comunidades escolares.
Izael também destacou que não há projeto pedagógico capaz de produzir bons resultados sem investimento e valorização dos profissionais da educação. Na avaliação dele, professores, funcionários e demais trabalhadores das escolas desempenham papel fundamental no cotidiano escolar, incluindo profissionais responsáveis pela alimentação dos estudantes.
Outro ponto levantado foi a desigualdade existente entre as escolas. Há unidades localizadas em áreas de difícil acesso, com diferentes condições de infraestrutura, disponibilidade de materiais pedagógicos e número de profissionais. Para Izael, essas particularidades precisam ser consideradas antes de estabelecer comparações entre as instituições.
Ele também questionou a concentração da avaliação em Língua Portuguesa e Matemática, argumentando que outras áreas do conhecimento são fundamentais para a formação integral dos estudantes e para a construção de sujeitos de direitos.
Além das condições estruturais, Izael chamou atenção para o processo de adoecimento e desvalorização dos profissionais da educação. Na visão apresentada no vídeo, esses fatores também interferem diretamente na realidade encontrada dentro das escolas e precisam fazer parte de uma avaliação mais ampla.
Para Izael, transformar os resultados do IDEB em um ranking entre escolas pode produzir uma visão distorcida da realidade. A classificação entre “melhores” e “piores” instituições, segundo ele, desconsidera que cada unidade escolar está inserida em um contexto específico e enfrenta desafios próprios.
A proposta defendida é que os resultados sejam utilizados principalmente como instrumento de diagnóstico. Dessa forma, os dados poderiam ajudar os profissionais que atuam diretamente nas escolas a identificar dificuldades de aprendizagem e construir estratégias para enfrentá-las, além de orientar a formulação de políticas públicas.
“Educação de qualidade não cabe em um único índice”, resume a posição apresentada por Izael. Para ele, é necessária uma avaliação mais ampla, justa e contextualizada, capaz de reconhecer a diversidade das escolas e servir como balizador para a definição de políticas e estratégias de enfrentamento das defasagens educacionais.
Ao final da publicação, Izael reafirmou a defesa da valorização dos profissionais da educação e de um modelo de avaliação que considere o conjunto do processo educacional, em vez de utilizar os resultados exclusivamente para estabelecer rankings entre as escolas.