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Comunidade pode participar de estudo sobre saúde, equidade e permanência

Estudantes, docentes, técnicos, pesquisadores, residentes e egressos são convidados a contribuir com futuras ações institucionais

Por Redação com Ascom Ufal Publicado em 29/07/2026 às 09:43
Comunidade da Ufal pode participar de estudo sobre saúde, equidade e permanência universitária

Nem toda jornada universitária é igual. E a comunidade acadêmica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) está sendo convidada a refletir sobre isso e colaborar com ações institucionais de promoção da saúde, diversidade e inclusão. É que uma pesquisa de doutorado investiga como desigualdades, diversidades e diferentes experiências de vida influenciam a inserção, a permanência, o desenvolvimento e a progressão das pessoas no ambiente universitário. A participação popular é simples e ocorre por meio do preenchimento de um questionário on-line.

Intitulada Desenvolvimento de Estratégias em Saúde e Mobilização Social, Igualdade, Equidade e Diversidade de Gênero e suas Intersecções na Ufal, a pesquisa é desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS/Ufal) pela doutoranda e enfermeira Nayara Alexandra Rodrigues da Silva. O estudo é orientado pela professora Magna Suzana Alexandre de Moreira e co-orientado pela professora Andressa Letícia Lopes da Silva.

Podem participar estudantes de graduação e pós-graduação, docentes, técnicos-administrativos, pesquisadores, residentes e pessoas egressas da Universidade Federal de Alagoas.

O questionário aborda experiências relacionadas a gênero, raça e cor, deficiência, orientação sexual, identidade de gênero, maternidade, paternidade e parentalidade, entre outros aspectos que podem atravessar e impactar a vida acadêmica. “A participação de mulheres, homens, pessoas trans, pessoas não binárias, pessoas negras, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, integrantes da comunidade LGBTQIAPN+ e demais segmentos da comunidade universitária é fundamental para que o estudo represente a diversidade presente na Ufal”, destacou Nayara.

Para participar, clique aqui.

Pesquisa que gera transformação

Um dos principais diferenciais da investigação é sua metodologia participativa. Mais do que produzir conhecimento científico, o projeto busca transformar os resultados da pesquisa em ações concretas voltadas à comunidade universitária. Ao longo do desenvolvimento do estudo já foram promovidas oficinas, rodas de conversa, palestras, minicursos, ações de extensão e atividades de educação em saúde relacionadas à saúde mental, diversidade, direitos humanos, prevenção das violências e promoção da equidade.

Entre essas iniciativas está a criação do Grupo de Promoção da Saúde LGBTQIAPN+ da Unidade Docente Assistencial (UDA/Ufal), espaço voltado ao acolhimento, educação em saúde, escuta qualificada e fortalecimento das redes de cuidado.

Outro importante produto da pesquisa foi a elaboração da Cartilha de Prevenção à Violência de Gênero na Ufal, publicada pela Edufal, que hoje integra as ações de sensibilização e prevenção das violências no ambiente universitário. “A proposta rompe com modelos tradicionais de pesquisa ao aproximar ciência, extensão e compromisso social. Dessa forma, os conhecimentos produzidos retornam à comunidade acadêmica em forma de ações educativas, materiais técnicos, espaços de diálogo e apoio à construção e ao fortalecimento das políticas institucionais da Universidade”, reforçou a doutoranda Nayara Rodrigues.

Contribuição para a Ufal e para a Agenda 2030

Além de subsidiar ações relacionadas à Política de Igualdade, Equidade e Diversidade da Ufal, a pesquisa responde a recomendações nacionais e internacionais que apontam a necessidade de promover ambientes acadêmicos mais inclusivos, seguros e saudáveis, especialmente para grupos historicamente vulnerabilizados.

O projeto também contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para: Saúde e Bem-Estar (ODS 3); Educação de Qualidade (ODS 4); Igualdade de Gênero (ODS 5); Redução das Desigualdades (ODS 10); e Paz, Justiça e Instituições Eficazes (ODS 16).

Nayara acrescenta que a “a pesquisa também representa um marco por ampliar o olhar das Ciências da Saúde para os determinantes sociais da saúde, a promoção da equidade e a construção de ambientes universitários mais inclusivos, configurando-se como um estudo de abordagem social inovador dentro do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Ufal”.

Sua participação faz a diferença

A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da Ufal e a participação é voluntária, confidencial e leva apenas alguns minutos. Cada resposta contribui para compreender melhor a realidade da comunidade universitária e subsidiará o desenvolvimento de novas ações, projetos de extensão, materiais educativos e estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde, equidade, diversidade e da melhoria das condições de vida acadêmica na Ufal.

“Nosso objetivo é que a pesquisa não se encerre na defesa da tese. Queremos que os resultados retornem para a Universidade em forma de ações concretas, formação, acolhimento, produção de materiais educativos e fortalecimento das políticas institucionais. Cada pessoa que participa contribui para construirmos uma Ufal cada vez mais inclusiva, saudável, diversa e comprometida com a equidade”, finalizou a pesquisadora.

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