SAÚDE

Alagoas registra 910 casos prováveis de chikungunya em 2026; Estado confirma uma morte e investiga outras duas

Sesau reforça ações de combate ao Aedes aegypti e alerta para a importância da eliminação de criadouros dentro das residências

Por Redação com agências Publicado em 09/07/2026 às 15:16
Alagoas registra 910 casos prováveis de chikungunya em 2026; Estado confirma uma morte e investiga outras duas Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) informou, nesta quinta-feira (9), que o estado contabilizou 910 casos prováveis de chikungunya entre 1º de janeiro e 8 de julho de 2026. O levantamento foi divulgado em meio à investigação de três mortes registradas em São Miguel dos Campos com suspeita de relação com a doença.

Segundo a Sesau, apenas um dos óbitos consta oficialmente no boletim epidemiológico estadual. Trata-se de Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, que morreu no dia 30 de maio e teve a causa da morte confirmada como decorrente da chikungunya.

Os outros dois casos ainda passam pelos protocolos de investigação e aguardam atualização nos registros oficiais. Entre eles está o de Crisleine Lins dos Santos, filha de Rubenita, que foi internada no Hospital Helvio Auto em 23 de junho e morreu no último sábado (4) após complicações associadas à doença.

Também é investigada a morte de uma recém-nascida registrada na quarta-feira (8). Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel dos Campos, a suspeita é de transmissão vertical da chikungunya, já que a mãe contraiu a doença durante a gestação. A bebê nasceu em um hospital da rede privada, apresentou falência múltipla de órgãos e morreu poucos dias depois. O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (9).

A Sesau explicou que os boletins epidemiológicos são atualizados quinzenalmente. Por isso, os casos mais recentes permanecem classificados como suspeitos até a conclusão das análises laboratoriais e epidemiológicas.

A secretaria destacou que mantém ações permanentes de enfrentamento às arboviroses por meio do Programa Estadual de Controle de Zoonoses. As medidas incluem capacitação de profissionais da saúde e agentes de combate às endemias, além de suporte técnico aos 102 municípios alagoanos para fortalecer as ações de prevenção, vigilância e assistência aos pacientes.

Com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Sesau reforçou que entre 70% e 80% dos focos do mosquito Aedes aegypti estão localizados dentro das residências. Diante disso, o órgão orienta a população a eliminar recipientes que possam acumular água, como vasos de plantas, pneus, garrafas, baldes e caixas d'água descobertas.

A recomendação também é para que pessoas que apresentem sintomas como febre, dores intensas nas articulações e no corpo, manchas vermelhas na pele e dor de cabeça procurem atendimento médico o quanto antes. O alerta é reforçado para gestantes, crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas, considerados grupos com maior risco de desenvolver formas graves da chikungunya.