ECONOMIA

Alagoas alcança marca histórica com mais de 26 mil empresas abertas no primeiro semestre

O estado superou o recorde anterior de aberturas empresariais em 12,24%, com destaque para Maceió e Arapiraca.

Por Agência Alagoas Publicado em 03/07/2026 às 15:52
Alagoas registra histórico de 26.583 novas empresas abertas no primeiro semestre de 2026. Hotton Machado/ Ascom Juceal

Alagoas bateu recorde de aberturas empresariais durante o primeiro semestre. Foram 26.583 novos negócios desenvolvidos ao acervo da Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal), entidade responsável pelo registro empresarial no estado e pela divulgação dos números.

O quantitativo dos seis primeiros meses superou em 12,24% o antigo recorde, anotado em 2025, com 23.685 constituições. O número de 2026 ainda é superior aos quantitativos anuais, ficando acima dos valores obtidos anteriormente a 2019.

O quantitativo deste ano inclui 20.827 microempreendedores individuais (MEIs), 4.157 microempresas (MEs), 1.107 empresas de pequeno porte (EPPs) e 492 negócios considerados sem porte.

"Ano a ano, estamos batendo recordes. Isso comprova o grande trabalho realizado pelo Governo do Estado e pela Junta Comercial em prol do ambiente de negócios. O registro de empresas é algo totalmente desburocratizado, ágil e com segurança jurídica, por isso temos focado além, focado nesse ambiente para que os negócios possam se desenvolver e gerar cada vez mais empregos e renda para a população alagoana", reflete o presidente da Juceal, Thiago Braga Calheiros.

Atividades econômicas

Para o semestre, as principais atividades foram o comércio (6.415 empresas); transporte, armazenagem e correio (4.962); alojamento e alimentação (2.638); atividades administrativas e serviços complementares (1.947); atividades profissionais, científicas e técnicas (1.876); indústrias de transformação (1.737); e outras atividades de serviços (1.571).

Para as MEs, os maiores números foram registrados para minimercados, mercearias e armazéns (150 empresas); restaurantes (139); atividade médica ambulatorial restrita a consultas (114); corretagem na compra e venda e avaliação de imóveis (114); serviços de engenharia (109); serviços combinados de escritório (103); comércio varejista de artigos do vestuário (98); comércio varejista de produtos farmacêuticos (86); lanchonetes (86); e atividades de psicologia e psicanálise (81).

Para as EPPs, foram holdings de instituições não financeiras (43); restaurantes (40); minimercados, mercearias e armazéns (38); atividade médica ambulatorial restrita a consultas (37); construção de edifícios (28); corretagem na compra e venda e avaliação de imóveis (27); atividades de intermediação e agenciamento de serviços e negócios (24); comércio varejista de artigos do vestuário (20); transporte rodoviário de carga (20); e lanchonetes (18).

Para os negócios considerados sem porte, foram participações de instituições não financeiras (101); incorporação de empreendimentos imobiliários (29); construção de edifícios (26); outras sociedades de participação, exceto holdings (18); compra e venda de imóveis próprios (16); transporte rodoviário de carga (12); aluguel de imóveis próprios (10); comércio varejista de combustíveis para veículos automotivos (10); comércio por atacado de peças e acessórios novos para veículos automotivos (8); e lanchonetes (8).

Enquanto para os MEIs, foram serviços de malote não realizados pelo Correio Nacional (1.490); promoção de vendas (1.120); comércio varejista de artigos do vestuário (848); transporte rodoviário de carga (820); serviço de transporte de passageiros (781); cabeleireiros e manicure (775); serviços especializados de apoio administrativo não especificados anteriormente (718); lanchonetes (625); serviços de entrega rápida (518); e quantidade suficiente de alimentos (509).

Outros dados

Nos primeiros seis meses, as cidades que mais contaram com novas aberturas foram Maceió (13.997 empresas), Arapiraca (2.458), Marechal Deodoro (775), Rio Largo (752), Penedo (502), Delmiro Gouveia (420), São Miguel dos Campos (377), Palmeira dos Índios (360), União dos Palmares (356), Coruripe (313), Maragogi (303), Pilar (286), Santana do Ipanema (252), Satuba (249), Teotônio Vilela (189), Campo Alegre (186), Atalaia (162), Boca da Mata (148), Porto Calvo (134), São José da Tapera (125), Viçosa (125), Craíbas (121), Piranhas (118), Barra de Santo Antônio (117) e Murici (116).

O número total de aberturas empresariais também pode ser subdividido de acordo com as naturezas jurídicas de registro da Junta Comercial. Nesse sentido, foram constituídos 21.962 empresários individuais, 4.544 sociedades limitadas, 44 sociedades anônimas fechadas, 13 consórcios de sociedades, 13 cooperativas, 4 sociedades anônimas abertas, 2 empresas públicas e 1 sociedade de economia mista.

Além disso, no semestre, foram registradas 602 novas filiais, situadas dentro e fora do estado. Para as filiais condicionais fora de Alagoas, as unidades federativas que mais receberam empresas alagoanas foram Pernambuco (39 filiais), São Paulo (19), Sergipe (17), Paraíba (9), Bahia (5), Maranhão (4), Rio de Janeiro (4) e Santa Catarina (4).

A Junta Comercial é uma entidade alagoana responsável pelos processos de abertura, alteração e baixa de empresas. Ela também administra a Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (Redesim) no estado.