Em nova paralisação, trabalhadores da CASAL denunciam piora nos serviços da empresa
Os trabalhadores da CASAL realizam nova paralisação de advertência nos próximos dias 07 e 08 de julho. Desta vez, a paralisação terá a duração de 48 horas e tem como objetivo chamar a atenção para o processo de sucateamento e desmonte institucional que vem sendo executado na empresa.
A mobilização da categoria terá início a partir das 8h da manhã do dia 7 de julho, com uma concentração programada em frente ao prédio sede da Casal, localizado no Centro de Maceió.
Além de protestar contra o desmonte da empresa pública, a categoria denuncia a grave precarização das condições de trabalho nas unidades operacionais da CASAL. Outro fator decisivo para a deflagração do movimento é a falta de evolução nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho - ACT da categoria, que segue sem avanços significativos por parte da gestão.
Esta será a segunda paralisação de advertência realizada pelos Urbanitários recentemente. A primeira mobilização ocorreu no dia 26 de junho, servindo como um primeiro alerta sobre o descontentamento generalizado dos funcionários.
De acordo com a presidenta do Sindicato dos Urbanitários, Dafne Orion, a paralisação é uma resposta extrema à postura da empresa.
"Ninguém entra em greve por vontade. A greve é o último recurso daqueles que tentaram ao máximo ser ouvidos e não conseguiram", ressaltou a líder sindical.
Dafne destacou o empenho diário dos trabalhadores, que enfrentam condições adversas para manter o sistema funcionando, e cobrou valorização profissional:
"Os trabalhadores da CASAL são os mesmos que enfrentam sol, chuva, todas as emergências madrugadas adentro para garantir que a água chegue na casa de todos os alagoanos e alagoanas. Defender esses trabalhadores da CASAL é defender um serviço público com qualidade. Não existe saneamento com qualidade sem trabalhadores respeitados, valorizados."
Apesar do estado de alerta e da paralisação marcada, a categoria afirma que ainda aposta no diálogo e no respeito mútuo entre a empresa, os trabalhadores e a sociedade. "Porque quando um trabalhador é valorizado, toda a sociedade ganha junto", concluiu a presidenta.