AÇÃO INVESTIGA FRAUDES ELETRÔNICAS E LAVAGEM DE DINHEIRO EM ALAGOAS.

Operação Fio de Ariadne desmantela fraude de R$ 1,5 milhão

Polícia Civil cumpre 26 mandados de busca em Maceió e Rio Largo contra grupo criminoso.

Por Agência Alagoas Publicado em 02/07/2026 às 10:28
Operação Fio de Ariadne investiga fraude de R$ 1,5 milhão em Alagoas. Ascom PC-AL

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Fio de Ariadne, com o objetivo de cumprir 26 mandatos de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Maceió e Rio Largo.

A ação integra uma investigação sobre um grupo suspeito de fraudes eletrônicas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A maior parte dos mandatos foi cumprida no bairro de Santa Lúcia, capital alagoana.

As investigações foram conduzidas pela Seção Especializada de Combate à Lavagem de Dinheiro, unidade vinculada à Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), coordenada pelo delegado Igor Diego. A operação foi comandada pelos delegados José Carlos André dos Santos e Maria Eduarda de Carvalho.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital de Alagoas, que também determinou a indisponibilidade de bens e valores dos investigados até o limite do prejuízo apurado, estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

De acordo com o delegado José Carlos, o grupo criminoso aplicou o chamado “golpe do estorno” , utilizando maquinetas de instituições financeiras para registrar transações simuladas como se fossem compras comerciais legítimas. Em seguida, os titulares dos cartões contestaram as operações, fazendo com que as instituições financeiras realizassem o estoque dos valores anteriormente antecipados às empresas vinculadas aos investigados. Quando buscavam recuperar os recursos, porém, as contas já não possuíam saldo, uma vez que os valores eram rapidamente pulverizados e transferidos para diversas contas de terceiros.

As apurações revelaram que os investigados utilizavam uma estrutura sofisticada composta por empresas de fachada e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas" , para ocultar e dissimular a origem e a movimentação dos recursos ilícitos.

Segundo a delegada Maria Eduarda de Carvalho, há acusações de que o grupo também está envolvido em outras modalidades de fraudes financeiras, que seguem sob investigação da Polícia Civil.

O que significa o nome da operação

O nome da operação faz referência ao "Fio de Ariadne" , da mitologia grega, símbolo da descoberta do caminho em meio a um labirinto, representando o trabalho investigativo que permitiu rastrear a complexa rede financeira utilizada para ocultar os recursos obtidos por meio das fraudes.