TJAL e Senac discutem parceria para oferecer cursos a adolescentes acolhidos
Programa Novos Caminhos oferece ferramentas para a construção da autonomia de jovens egressos de unidades de acolhimento
A Coordenadoria Estadual da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de Alagoas (CEIJ/TJAL) realizou, nesta terça-feira (1º), reunião com a coordenação do Senac para tratar de uma proposta de Acordo de Cooperação Técnica referente ao Programa Novos Caminhos.
Durante o encontro, foi discutida uma proposta inicial para que adolescentes e jovens atendidos pelo programa participem de oficinas oferecidas pelo Senac.
A reunião foi conduzida pela equipe técnica da CEIJ, com a presença do gestor estadual do Programa Novos Caminhos, Hamilton Ramos Azevedo. A equipe é coordenada pelo magistrado Anderson Santos dos Passos,
"São parcerias como essa que permitem que nós possamos, através da educação e da profissionalização, superar as dificuldades próprias da situação de vulnerabilidade que esses jovens se inserem. Então, entendo que essa parceria é imprescindível para dar-lhes uma perspectiva de futuro", avalia Anderson Passos.
A iniciativa tem como objetivo possibilitar que os participantes identifiquem habilidades, conheçam diferentes áreas técnicas e ampliem suas perspectivas de formação profissional. A previsão é que os ciclos de oficinas tenham início ainda em 2026.
Em Alagoas, o Programa inicialmente foi efetivado em Maceió, no ano de 2024. A proposta é que a iniciativa seja expandida futuramente para outros municípios, a exemplo de Arapiraca, onde já estão sendo adotadas as providências necessárias para viabilizar a implantação.
Antes da reunião com o Senac, a equipe técnica da CEIJ também realizou encontros com as coordenações dos serviços de acolhimento. As reuniões tiveram como finalidade discutir estratégias, fortalecer o diálogo institucional e conhecer as especificidades dos adolescentes e jovens inseridos no programa.
O Programa
O “Programa Novos Caminhos” é o nome amigável do Programa Nacional Permanente de Apoio à Desinstitucionalização de Crianças e Adolescentes Acolhidos e Egressos de Unidade de Acolhimento.
A iniciativa foi instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução nº 543, de 10 de janeiro de 2024, para implementação pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.
Idealizado em 2013 pela Coordenadoria da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (CEIJ/TJSC), o programa representa uma ação voltada ao apoio de adolescentes e jovens acolhidos ou egressos de unidades de acolhimento, oferecendo ferramentas para a construção da autonomia, da independência e de uma vida digna.