Polícia Civil apura ligação com tráfico em chacina que deixou três mortos em Mata Grande
Investigação aponta que crime pode ter sido motivado por disputa entre grupos criminosos ou cobrança de dívidas relacionadas ao tráfico de drogas
A Polícia Civil de Alagoas intensificou as investigações sobre a chacina registrada na madrugada desta segunda-feira (30), no município de Mata Grande, no Sertão do estado. Três pessoas foram mortas a tiros dentro de uma residência, e a principal linha de apuração aponta para um possível acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas.
O caso está sendo investigado pela Unidade de Atendimento ao Local de Crime (UALC III), sob a coordenação do delegado Esron Pinho. Quando as equipes chegaram ao imóvel, as três vítimas já estavam sem vida, todas atingidas por diversos disparos de arma de fogo.
As vítimas foram identificadas como Luan, conhecido pelo apelido de "Luan Bananinha", Natali Oliveira da Silva, de 21 anos, e o adolescente Kauã Oliveira da Silva, de 17 anos.
De acordo com os levantamentos periciais, Luan foi quem sofreu o maior número de disparos, sendo atingido por cerca de 20 tiros. Natali e Kauã também foram executados, cada um com aproximadamente dez perfurações provocadas por arma de fogo.
As primeiras informações da investigação indicam que pelo menos três homens participaram da ação criminosa. Os suspeitos teriam arrombado a porta da residência antes de invadir o imóvel e efetuar vários disparos. Luan e Natali morreram na sala da casa. Já Kauã tentou escapar e se esconder em um dos quartos, mas foi localizado e assassinado.
Segundo a Polícia Civil, a hipótese mais consistente até o momento é de que o triplo homicídio esteja relacionado à atuação de organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas, seja por disputa de território ou por cobrança de dívidas.
As investigações continuam para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. A Polícia Civil reforça que informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia, no telefone 181, com garantia de sigilo.