EDUCAÇÃO CIENTÍFICA

Escolas estaduais de Alagoas vão apresentar projetos na SBPC Jovem

Ana Lins, de São Miguel dos Campos, e Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca, estão entre os 109 trabalhos selecionados em todo o país

Por Agência Alagoas Publicado em 20/06/2026 às 08:01
Projetos de escolas estaduais de Alagoas foram selecionados para a SBPC Jovem Ana Paula Lins/ Ascom Seduc

Duas escolas da rede estadual de ensino foram selecionadas para representar Alagoas na Feira SBPC Jovem, atividade que integra a programação da 78ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), voltada a estudantes da Educação Básica.

As escolas estaduais Ana Lins, de São Miguel dos Campos, e Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca, tiveram projetos escolhidos para o evento, que será realizado de 26 de julho a 1º de agosto, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ). Ao todo, a feira contará com a exposição de 109 trabalhos de todo o Brasil.

A Escola Estadual Ana Lins apresentará o projeto “Meteo Inova: Monitoramento Inteligente do Clima Local”, uma miniestação meteorológica capaz de medir dez variáveis climáticas. O trabalho conquistou recentemente três premiações na edição 2025 da Semana de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica (Sinpete), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e quatro premiações na edição 2026 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (Febrace-USP), considerada o maior evento de iniciação científica do país.

A Escola Estadual Izaura Antônia de Lisboa, que já representou Alagoas em diversas feiras científicas no Brasil e no exterior, vai expor um trabalho sobre a produção de unguento natural à base da espécie vegetal Euphorpia Hirta, popularmente conhecida como erva de Santa Luzia, para tratamento dos distúrbios respiratórios.

As duas unidades de ensino também estão entre as sete escolas estaduais de Alagoas contempladas pelo programa Mais Ciências na Escola, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O programa foi lançado no estado no dia 11 de maio e beneficia 30 escolas públicas alagoanas com laboratórios maker e bolsas de iniciação científica para 300 estudantes e 30 professores orientadores, com investimento superior a R$ 3 milhões.

Expectativas

Professores e estudantes comentaram a expectativa para a participação no evento.

“A Feira de Ciências da SBPC, a SBPC Jovem, é voltada totalmente à divulgação científica de pesquisas que são feitas nas escolas públicas de todo o Brasil. Muitas dessas instituições agora fazem parte do programa Mais Ciência na Escola, a exemplo de nós. Estamos indo compartilhar as experiências e mostrar o que tem sido feito nas escolas do Estado de Alagoas”, afirmou o professor Felipe Ventura, da Escola Estadual Ana Lins.

“Estou muito feliz e animada para participar da Feira de Ciências da SBPC. Ter o nosso projeto selecionado foi uma conquista muito especial e motivo de muito orgulho para toda a equipe. Representar Alagoas torna esse momento ainda mais significativo, pois mostra que todo o esforço, dedicação e trabalho desenvolvido valeram a pena. A expectativa agora é aproveitar essa oportunidade ao máximo, conhecer novas ideias, trocar experiências com outros participantes e apresentar o nosso projeto da melhor forma possível”, disse Thalyta Amorim, aluna da Ana Lins.

A professora Nadja Souza, da Escola Estadual Izaura Antônia de Lisboa, também destacou a importância da iniciação científica na unidade de ensino. “Nestes últimos 25 anos, nossa escola viu a vida de muitos de nossos alunos ser transformada por meio da iniciação científica e das pesquisas desenvolvidas aqui na escola, o que levou muitos deles inclusive a escolher uma carreira na área das ciências após a conclusão do ensino médio. A SBPC é mais uma chance de mostrarmos o nosso potencial e a ciência produzida na escola pública de Alagoas”, declarou.

Para a estudante Acsa Marques, a seleção representa reconhecimento e novas oportunidades. “Sermos selecionados para o SBPC é uma honra e oportunidade para levar o nossa escola a nível nacional, uma chance de alcançarmos novos ambientes por meio da iniciação científica”, avaliou.