EDUCAÇÃO

Alagoas registra menor taxa de analfabetismo da série histórica, aponta PNAD

Índice chegou a 13,1% entre pessoas de 15 anos ou mais; dados também indicam avanço na escolarização e na EJA

Por Agência Alagoas Publicado em 20/06/2026 às 11:45
Dados do IBGE indicam queda do analfabetismo e avanço da escolarização em Alagoas Ascom Seduc

Os novos dados do módulo de Educação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que Alagoas alcançou a menor taxa de analfabetismo de sua série histórica. O estado registrado índice de 13,1% entre a população de 15 anos ou mais.

O resultado representa uma redução de quase 30% em comparação aos 18,3% registrados no início da série, em 2016, segundo dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual, do 2º trimestre, do IBGE.

Apesar de o índice ainda representar um desafio no ranking nacional, os dados mostram avanço na redução do analfabetismo em Alagoas. De acordo com o material divulgado, a situação reflete uma herança de equipamentos sociais nas gerações mais velhas, que historicamente tiveram menor acesso à escola.

Os indicadores também mostram avanços na base da educação. A taxa de escolarização em Alagoas chegou a 95,8%, acima da média nacional, que é de 94,9%.

O acesso à escola atingiu 99,4%. Na faixa de 6 a 14 anos, 96,8% dos alunos alagoanos frequentam o Ensino Fundamental na etapa correta para a idade, percentual superior à média do Brasil, de 96,1%. O percentual de crianças matriculadas na educação correta é de 94,7%, também acima do indicador nacional, de 93,4%.

Outro dado apresentado é o aumento do tempo médio de estudo da população alagoana, que passou de 7,6 anos em 2016 para 9,1 anos. O crescimento representa ganho de um ano e meio de escolaridade por cidadão.

Segundo a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), o programa Creche Cria já entregou 86 unidades em todo o estado durante a gestão do governador Paulo Dantas. As creches atendem crianças de 6 meses a 5 anos de idade e são entregues mobiliadas e padronizadas.

Ações de EJA alcançam mais de 36 mil alagoanos

Além das ações voltadas à infância, a Seduc informou que há iniciativas fortalecidas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) para enfrentar o analfabetismo remanescente.

De acordo com Dirlene Monte, gerente especial de Fortalecimento da EJA na Seduc, os dados divulgados pelo IBGE evidenciam um desafio histórico, relacionado a décadas de exclusão educacional, mas também apontam resultados das políticas de inclusão inovadoras pelo Governo do Estado.

Dirlene destacou o avanço recente na série do IBGE, ao lembrar que a taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais em Alagoas recuperou de 17,7% para os atuais 13,1%.

"Não estamos olhando para rankings frios, estamos olhando para a velocidade da mudança: recuar de 17,7% para 13,1% em um curto espaço de tempo mostra que Alagoas encontrou o caminho definitivo para zerar essa conta com o passado. Esse resultado demonstra que os investimentos realizados na alfabetização e na ampliação das oportunidades educacionais já produzem impactos positivos, ainda que representam desafios trazendo de uma exclusão histórica educacional", pontuou o gerente da Seduc.

Atualmente, a Seduc mantém duas frentes principais de alfabetização e estímulo de escolaridade para o público adulto. O Programa Brasil Alfabetizado (PBA) conta com mais de 1.140 turmas em funcionamento e atende cerca de 16 mil pessoas em processo de alfabetização em todas as regiões do estado.

Outra iniciativa é o programa Vem que Dá Tempo, voltado ao retorno de jovens e adultos que abandonaram os estudos. O programa conta atualmente com 174 polos distribuídos por Alagoas para o aumento da escolaridade.

A busca ativa contribuiu para a expansão das matrículas na rede estadual. Em 2025, a EJA alcançou mais de 20 mil estudantes matriculados em 165 escolas estaduais.

“A superação do analfabetismo exige investimentos permanentes e estratégias específicas para atender aqueles que não tiveram acesso à escolarização na idade adequada”, afirma Dirlene Monte.

"Mais do que ampliar o acesso, promovemos avanços na qualidade por meio de um currículo específico, construído a partir das características, trajetórias e necessidades dos estudantes. Essa proposta valoriza os saberes adquiridos ao longo da vida e aproxima os conteúdos das experiências profissionais deles, tornando o processo educativo significativo e garantindo o sucesso escolar", finaliza o gerente.