Empreendedor autista busca autonomia com loja virtual em Alagoas
Aos 23 anos, Dilson Tenório Neto, o Netinho, é acompanhado pela Secdef e compartilha sua experiência no Dia do Orgulho Autista
Aos 23 anos, Dilson Tenório Neto, conhecido como Netinho, encontrou no empreendedorismo uma forma de desenvolver sua autonomia. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nível 2 de suporte, ele administra a loja virtual @planetanetinho e mantém um canal de animações no YouTube.
O jovem é acompanhado pela Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) e relatou sua experiência neste Dia do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho.
A criação do próprio negócio surgiu a partir de um incentivo familiar, com o objetivo de estimular a independência de Netinho, diagnosticado aos 10 anos. Para ele, o trabalho também funciona como uma atividade terapêutica, ajudando na interação com o público.
"Minha maior motivação é a independência e a oportunidade de conhecer pessoas novas e assim fazer amizades", afirmou o empreendedor.
Habilidades e rotina profissional
Netinho afirma que o autismo influencia de forma positiva sua atuação no mercado, especialmente pela organização e pela atenção aos detalhes. Ele também destaca a honestidade e a busca constante por aprendizado como pontos importantes para oferecer um bom atendimento e fortalecer sua trajetória profissional e pessoal.
No início, o empreendimento exigiu a superação de desafios, como a insegurança e o aprendizado de técnicas de vendas. Com o apoio de familiares e amigos, o jovem relata que ganhou confiança para enfrentar o preconceito e mostrar a competência das pessoas com deficiência no setor comercial.
Superação e impacto social
A falta de informação sobre as capacidades de pessoas autistas ainda cria barreiras no dia a dia. Netinho busca enfrentar essas dificuldades com paciência e dedicação ao trabalho, usando suas conquistas para demonstrar que o diagnóstico não limita o potencial de realização individual.
"Minha maior conquista não foi apenas vender produtos, mas mostrar que uma pessoa autista pode sonhar, trabalhar, empreender e alcançar seus objetivos, inspirando outros jovens e suas famílias", ressaltou Netinho.
Para o jovem, o acolhimento e a oferta de oportunidades reais são fundamentais para a construção de uma sociedade mais inclusiva.