Fumaça de fogueiras pode agravar doenças respiratórias, alerta médica em Rio Largo
Amanda Godinho, do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, orienta cuidados para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas
Com a chegada do período junino e a tradição das fogueiras em diversas comunidades, a médica Amanda Godinho, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, faz um alerta sobre os impactos da exposição à fumaça na saúde.
A atenção deve ser maior com crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma, bronquite e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).
Apesar de fazerem parte da cultura nordestina, as fogueiras produzidas pela queima da madeira, liberando partículas e substâncias irritantes que podem afetar o sistema respiratório. A exposição pode provocar crises alérgicas, falta de ar, tosse persistente, orientação nos olhos e agravamento de doenças pré-existentes.
Amanda Godinho explica que a permanência prolongada em locais com fumaça pode representar risco à saúde. "A fumaça das fogueiras contém partículas muito pequenas que penetram profundamente nos pulmões. Em pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e pacientes com doenças respiratórias, essa exposição pode desencadear crises graves e até levar à necessidade de atendimento de urgência. Por isso, a recomendação é evitar permanecer próximas às fogueiras e procurar ambientes mais ventilados" , orienta.
Segundo a médica, os cuidados preventivos são essenciais para reduzir riscos durante as festividades. "Muitas pessoas associam os problemas de proteção apenas ao frio desta época do ano, mas a fumaça das fogueiras é um fator importante de agravamento. Quem já apresenta sintomas de proteção deve redobrar a atenção, manter a hidratação, seguir corretamente os tratamentos prescritos e evitar a exposição direta à fumaça" , explica Amanda Godinho.
Entre as principais orientações estão:
Evitar permanecer próximo às fogueiras e aos locais com grande concentração de fumaça;
Manter crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias afastadas desses ambientes;
Beber bastante água para manter as vias respiratórias hidratadas;
Manter o uso regular dos medicamentos prescritos;
Procure atendimento médico em caso de falta de ar, chiado no peito, tosse intensa ou agravamento dos sintomas.