PROTEÇÃO

Ronda no Bairro amplia uso de pulseirinhas de identificação para idosos

Medida da Seprev busca facilitar o contato com familiares e garantir retorno seguro em casos de desorientação

Por Agência Alagoas Publicado em 17/06/2026 às 14:52
Pulseirinhas ajudam equipes a identificar idosos e acionar familiares Marco Aurélio Mello / Ascom Seprev

A campanha de distribuição de pulseirinhas de identificação do Programa Ronda no Bairro passou a atender também os idosos. A ampliação foi realizada a partir de uma necessidade observada no atendimento diário realizado pelos agentes de proximidade.

Devido à idade avançada ou aos quadros de comprometimento da memória, algumas pessoas podem esquecer o caminho de volta para casa, ficar assustadas e precisar de intervenção. Assim como ocorre com as crianças, esse público exige cuidado e atenção redobrados dos pais e responsáveis.

Nas pulseirinhas, podem ser registrados o nome do usuário, o nome de um pai ou responsável e o número de telefone fornecido. As informações ajudam a agilizar o reencontro e a garantir o retorno seguro ao lar.

Segundo o programa, apenas neste ano a equipe social já atendeu 15 ocorrências envolvendo idosos perdidos nos sete territórios onde a Ronda no Bairro atua: Jacintinho, Centro, Orla e Benedito Bentes, em Maceió; Praia do Francês, em Marechal Deodoro; Rio Largo e Paripueira.

Em maio, os profissionais atenderam um idoso de 72 anos encontrado sozinho na Avenida Assis Chateaubriand, no Trapiche da Barra. Ele não conseguiu informar o próprio nome nem o endereço residencial. A equipe realizou escuta e diálogo humanizado para tentar obter pistas que ajudassem na identificação. Após o atendimento, o senhor conseguiu lembrar o endereço e foi conduzido pelos agentes até o local.

Em outra ocorrência, também em maio, uma equipe atendeu um homem de 63 anos que andava sem destino na Travessa Boa Vista, no Jacintinho. Durante a conversa, ele afirmou não lembrar onde morava, mas traz informações sobre o nome da filha e o da ex-esposa. Os profissionais foram à UPA de Jaraguá para verificar informações no cadastro da unidade de saúde. Enquanto aguardava, entrei em contato com a Central de Ocorrências da Polícia Militar (Copom) para verificação de dados.

Naquele momento, a filha do idoso ligou para o 190 para comunicar o desaparecimento. Com o endereço em mãos, a equipe o idoso contribuiu de volta ao convívio familiar, repassou orientações e deixou pulseirinhas de identificação.

A coordenadora da equipe social do programa, Polly Cavalcante, explica que as pulseirinhas podem ser solicitadas diretamente aos agentes de proximidade presentes em todos os territórios, sem qualquer custo.

"Diferentemente das crianças, que gostam de usar o acessório nas praias, muitos idosos resistem. Por isso, é fundamental investir em conversa e convencimento, evidenciando os benefícios da identificação", destaca.

A também coordenadora da equipa, Áurea Vasconcelos, reforça a importância da iniciativa. "A pulseirinha é uma ferramenta simples, mas que pode fazer toda a diferença na hora de um imprevisto. Ela dá mais tranquilidade às famílias e agiliza o trabalho das nossas equipes, garantindo que o idoso seja acolhido com dignidade e retorne ao seu lar em segurança. Nosso objetivo é oferecer proteção sem perder o olhar humano e afetivo que cada atendimento exige", informou.

A campanha das pulseirinhas foi lançada em agosto do ano passado pela Secretaria de Prevenção à Violência (Seprev), com o objetivo inicial de localizar crianças perdidas nas praias dos territórios onde o programa Ronda no Bairro atua.