JUNHO VERMELHO

HEA reforça orientações sobre doação de sangue durante campanha

Projeto Sala de Espera levou informações a acompanhantes e visitantes sobre a importância da doação voluntária e dos estoques do Hemoal.

Por Agência Alagoas Publicado em 11/06/2026 às 17:53
Projeto Sala de Espera orientou acompanhantes no HEA sobre doação voluntária de sangue Tony Medeiros / Ascom HEA

O Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) do Hospital de Emergência do Agreste (HEA) intensificou as atividades do Projeto Sala de Espera em alusão à Campanha Junho Vermelho. A ação foi realizada em parceria com a Agência Transfusional, Serviço Social, Psicologia, Enfermagem e Ouvidoria, com orientações a acompanhantes e visitantes de pacientes internados sobre a importância da doação voluntária de sangue.

Criado para aproximar as equipes do público, o projeto Sala de Espera apresenta informações sobre rotinas, protocolos da instituição hospitalar e serviços oferecidos pelo HEA. A iniciativa também abre espaço para esclarecimento de dúvidas de familiares e acompanhantes dos pacientes. Durante o Junho Vermelho, o diálogo foi ampliado para conscientizar sobre a doação voluntária de sangue.

As orientações ocorrem nos momentos que antecedem o horário de visitas aos pacientes internados no HEA. A equipe destacou a necessidade de manter estabilizado o estoque de sangue do Hemocentro de Alagoas (Hemoal) e incentivou os participantes a repassarem as informações a familiares, amigos, vizinhos e às comunidades onde vivem.

O Junho Vermelho ganha destaque no sexto mês do ano por marcar o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O período também é historicamente associado à redução no número de doações, em razão do aumento das doenças respiratórias comuns no inverno e das férias, quando muitas pessoas viajam.

No Hospital de Emergência do Agreste, a Unidade Arapiraca do Hemoal é parceira permanente na manutenção dos atendimentos que exigem transfusões de sangue. O HEA é referência para 46 municípios da II Macrorregião de Saúde de Alagoas, que reúne as regiões Agreste, Sertão e Baixo São Francisco.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Humanização, o assistente social Rodrigo Barbosa, afirmou que a inclusão do tema da doação de sangue nas atividades do projeto Sala de Espera atende a uma solicitação da direção-geral do hospital.

“Há alguns anos, a diretora-geral Bárbara Albuquerque solicitou que o projeto também trabalhasse a conscientização sobre a doação de sangue voluntária, incentivando as pessoas a procurarem a Unidade Arapiraca do Hemoal. Desde então, a equipe multidisciplinar realiza essas orientações diariamente e intensifica esse trabalho durante o Junho Vermelho, mostrando a importância desse gesto para manter sempre adequado o estoque de sangue do hemocentro”, destacou.

A coordenadora da Agência Transfusional do HEA, a biomédica Fernanda Lins Paes Barreto, explicou que o mês de junho exige atenção especial por causa do aumento da demanda por transfusões.

“É sempre muito importante. O Hospital de Emergência do Agreste, todos os dias se preocupa com essa questão. Nesse mês de junho, com o aumento dos acidentes e das festividades, a demanda transfusional também aumenta, e sentimos a necessidade de levar essa informação aos familiares e à população para que possamos abastecer os hemocentros e manter nossos estoques adequados para atender todos os pacientes que necessitam de transfusão”, afirmou.

Durante a ação, Fernanda também apresentou os critérios básicos para quem deseja doar sangue. Segundo ela, pessoas a partir de 16 anos podem doar. No caso de adolescentes de 16 e 17 anos, é necessário estar acompanhado do responsável legal ou apresentar autorização. Também é preciso pesar, no mínimo, 50 quilos, estar em boas condições de saúde, apresentar documento oficial com foto e comparecer alimentado, evitando alimentos gordurosos e derivados de leite antes da doação.

A biomédica ressaltou ainda que o candidato passa por avaliação antes da coleta. “Durante a doação, a pessoa passa por uma triagem clínica, onde o médico avalia se ela está apta naquele dia ou não para realizar a doação”, explicou Fernanda Lins Paes Barreto.

Relato

A atividade contou com a participação de um doador voluntário que estava no HEA para visitar uma irmã internada. Natural de Água Branca, em Alagoas, e morador de Ribeirão Preto, em São Paulo, Marcos Gomes de Oliveira, de 53 anos, compartilhou sua experiência como doador. Ele contou que foi ao hospital visitar a irmã, de 63 anos, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e foi transferida de Delmiro Gouveia para Arapiraca.

Mesmo sem poder doar no momento, por ter feito uma doação há cerca de um mês, Marcos fez questão de falar sobre a importância do gesto.

“É importantíssimo, porque a gente nunca sabe o que acontece amanhã. Às vezes, amanhã somos nós que estamos precisando do sangue. Por isso é importante ter sempre esses doadores voluntários. Eu e minha esposa somos doadores, graças a Deus. Quando completa o período, a gente vai lá e doa novamente”, detalhou.

Marcos também ressaltou a relevância da iniciativa realizada pelo hospital. “Essa ação é importantíssima porque esclarece a população e os acompanhantes dos pacientes. É uma forma de mostrar que a doação precisa ser uma consciência de todos”, afirmou.

Para Fernanda Lins, a presença de um doador voluntário durante a atividade reforça a importância de transformar a doação em hábito.

“A gente fica muito feliz com esse depoimento de uma pessoa que já despertou essa consciência. Não é apenas quando um parente precisa. A gente precisa entender a necessidade de sempre fazer essas doações e ser um doador voluntário”, ressaltou.

Campanhas

A coordenadora da Agência Transfusional explicou que as campanhas também incentivam a chamada doação de reposição, quando familiares e amigos de pacientes atendidos realizam doações para contribuir com a manutenção dos estoques.

“As bolsas utilizadas pelos pacientes são provenientes de doadores que já fizeram esse ato. Então, quando solicitamos essas doações, é uma forma de conscientizar os familiares para repor e manter o estoque do hemocentro seguro e, consequentemente, o estoque da Agência Transfusional também”, explicou.

Fernanda destacou ainda que a mobilização pode ser feita em grupos, envolvendo familiares, amigos, colegas de trabalho, escolas e faculdades.

“É uma forma de um incentivar o outro e disseminar essa consciência. Existem projetos como o Doador do Futuro, do Ministério da Saúde, que trabalha com os jovens para despertar desde cedo a importância desse ato voluntário e altruísta que salva muitas vidas”, concluiu.