Ufal abre capacitação para validação de candidaturas às cotas trans
Interessados devem se inscrever até 8 de junho. Formação terá encontros on-line e oficinas presenciais
A Universidade Federal de Alagoas abriu inscrições para o curso de extensão voltado à capacitação de pessoas que desejem atuar na validação das candidaturas às cotas trans no Processo Seletivo Próprio. A iniciativa é da Comissão de Ações Afirmativas para pessoas Trans da Ufal, coordenada pela professora Nádia Meinerz.
Podem se inscrever docentes e técnicos da Ufal, estudantes trans da graduação e pós-graduação, além de pessoas da comunidade trans alagoana, que não sejam vinculadas à Ufal. As inscrições devem ser realizadas clicando aqui, até o dia 8 de junho. As atividades do curso acontecem entre os dias 9 e 19 de junho, com encontros on-line e oficinas presenciais.
Foram disponibilizadas 30 vagas e, de acordo com Nádia, o objetivo é preparar a comunidade acadêmica para contribuir com a verificação dos documentos apresentados por candidatos para comprovação da identidade trans. O curso de extensão também faz um chamamento especial a professores e técnicos que tenham formação ou experiência de pesquisa no campo dos estudos de gênero e sexualidade, para que possam colaborar com esse processo institucional de validação, fortalecendo a política de inclusão, permanência e reconhecimento da diversidade no ambiente universitário.
A ação marca um momento histórico para a Universidade, por se tratar da primeira candidatura de pessoas trans às vagas reservadas para a graduação, amparadas pela Resolução Consuni/Ufal nº 77/2026. O documento estabelece a política de ações afirmativas da Ufal para garantir o acesso de pessoas travestis, transexuais, transgêneros, não binárias e com vivências de variabilidade de gênero aos cursos de graduação da Universidade.
“Esse é um momento significativo de construção da igualdade de gênero na Ufal. O curso se destina prioritariamente a professores e técnicos da Ufal porque é responsabilidade de quem tem vínculo funcional com a Universidade validar as candidaturas. Porém, para garantir a representatividade trans na comissão, abrimos o curso para profissionais da comunidade universitária, estudantes de pós-graduação e também de graduação que sejam mulheres trans, homens trans, travestis e pessoas não binárias”, reforçou a coordenadora Nádia.
