OBRA

Biblioteca do Judiciário anuncia 2 ª edição da leitura guiada de “Um defeito de cor”

Servidores, magistrados e público externo irão dialogar sobre o Brasil escravocrata e seus reflexos na atualidade

Por Redação com Artur Henrique - Ascom/Esmal Publicado em 03/06/2026 às 10:40
“Um defeito de cor” foi escrito por Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras Ascom/Esmal

A leitura guiada do livro “Um defeito de cor”, da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves, será realizada mais uma vez. Nessa segunda edição, servidores e magistrados poderão participar de diálogos acerca das questões históricas, sociais, jurídicas e culturais que influenciam a realidade da população negra no Brasil atual.

Promovida pela Biblioteca Geral do Poder Judiciário, a ação faz parte do projeto “Justiça que lê”, cujo objetivo é desenvolver a reflexão crítica sobre temas sensíveis e relevantes para a sociedade contemporânea. A iniciativa está alinhada à Política de Equidade Racial do Poder Judiciário de Alagoas.

Número de vagas e inscrições

A atividade terá 40 vagas para o público interno e outras 10 para o externo. O período de inscrições estará aberto a partir do dia 15 de junho e vai até 10 de julho.

A inscrição será por meio do Sistema de Eventos da Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal).

Datas e programação

A professora Luíza Cristina Silva, geógrafa e pedagoga, será a mediadora dos encontros. Ela é mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia. Atua como professora adjunta na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

20 de agosto – Capítulos 1, 2 e 3 (p. 19 a 186): Tráfico transatlântico, Brasil Colônia, Cosmogonia, Perda Familiar

24 de setembro – Capítulos 4, 5 e 6 (p. 187 a 454): Divisão do trabalho escravo, dimensões jurídicas do Brasil colonial

29 de outubro – Capítulos 7 e 8 (p. 455 a 730): Resistências e aquilombamentos, revoluções e revoltas, recusa do sistema escravista

26 de novembro – Capítulos 9 e 10 (p. 731 a 948): Brasil pós-colonial, relação Nigéria–Brasil, festas afro-religiosas

As aulas serão realizadas em formato presencial, das 8h às 10h, na Escola Superior da Magistratura de Alagoas (Esmal), localizada na Rua Cônego Machado, 1061, bairro do Farol.

O livro

Lançado em 2006, o romance histórico “Um defeito de cor” foi escrito por Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras. Na obra, a escritora mineira discute questões como escravidão, racismo e identidade. O enredo segue Kehinde, uma mulher africana que foi sequestrada em seu país ainda criança e trazida como escrava para o Brasil. A narrativa é feita por ela própria, já idosa, em uma extensa carta ao filho.

Durante o livro, Kehinde descreve sua infância na África, a brutalidade da escravidão e a luta pela liberdade. A obra, ao mesclar ficção com eventos históricos, como a Revolta dos Malês, narra a vivência das pessoas negras no Brasil escravista e pós-abolição, sendo vista como um marco na literatura contemporânea do Brasil.

Para mais informações, acesse o edital completo.